Como anda no stress, nesse final de 2020?

2020 foi um ano para ficar na memória. Para quem achou que a pandemia acabaria, se enganou, ela passou a fazer parte da nossa realidade, esse cenário sobrecarregou muita gente. E o acúmulo de diversas situações estressantes podem comprometer sua saúde, você sabia? Um exemplo um tanto comum é que muita gente, por conta do stress teve uma mudança radical na vida sexual, e vieram a desenvolver disfunções justamente por conta do stress. Uma dica de como se livrar do stress você confere nesse link https://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/virginia-pelles/2020/09/15/mande-o-estresse-e-a-ansiedade-para-longe-mas-nunca-o-desejo/

E devido ao stress, você pode desenvolver problemas nessa área ou em outra qualquer área da sua saúde, por isso precisa ser capaz de avaliar e medir sua pontuação de estresse total adequadamente.

Para saber como anda o stress, vamos usar a Escala de Estresse Holmes e Rahe, feita em 1967, pelo os psiquiatras Thomas Holmes e Richard Rahe, quando decidiram estudar se o stress contribui ou não para a doença. Hoje também é conhecida como Escala de Avaliação do Reajuste Social, esta ferramenta nos ajuda a medir a carga de estresse que carregamos, e pensar sobre o que devemos fazer sobre isso.

Você só precisa analisar os eventos que vivenciou, cada evento, chamado de unidade de mudança de vida, e tem um “peso” diferente para o stress. Quanto mais eventos o paciente adicionou, maior a pontuação. Quanto maior a pontuação, e quanto maior o peso de cada evento, maior a probabilidade de o paciente ficar doente.

Para entender seus níveis de estresse, basta selecionar Sim ou Não para cada um dos eventos abaixo. Considere eventos que aconteceram com você no último ano. Em seguida, some o resultado.

Atenção! A escala de estresse de Holmes e Rahe não é, como qualquer outro escore desta natureza, um diagnóstico definitivo nem se aplica a todas as pessoas de igual maneira. A escala é só uma forma de orientar pacientes, psicólogos e profissionais de saúde para os riscos provocados pelo desequilíbrio emocional. Para constatar uma doença de fundo emocional é necessário consultar um médico capacitado. Não é um DIAGNÓSTICO.

A escala tem 43 itens e leva cerca de 2 minutos para ser concluída.

1.Morte de cônjuge 

Sim          Não

2.Divórcio 

Sim          Não

3.Separação ou divórcio 

Sim          Não

4.Prisão 

Sim          Não

5.Morte de familiar próximo 

Sim          Não

6.Acidente ou doença graves 

Sim          Não

7.Casamento 

Sim         Não

8.Demissão 

Sim          Não

9.Reconciliação amorosa 

Sim         Não

10.Aposentadoria do trabalho 

Sim        Não

11.Mudança significativa na saúde ou comportamento de um familiar 

Sim         Não

12.Gravidez 

Sim         Não

13.Dificuldades sexuais 

Sim          Não

14.Um novo elemento na família (ex: nascimento, adoção, mudança de um familiar mais velho para cuidados em sua casa) 

Sim          Não

15.Mudança significativa nos negócios 

Sim          Não

16.Mudança significativa na situação financeira (para melhor ou pior) 

Sim          Não

17.Morte de um amigo próximo 

Sim         Não

18.Mudança de área de atuação profissional 

Sim          Não

19.Mudança significativa no nº de discussões de casal (muito mais ou muito menos, relativo à educação dos filhos, hábitos pessoais, etc) 

Sim          Não

20.Pedido de empréstimo (crédito à habitação, crédito pessoal, financiamento de empresa, entre outros) 

Sim          Não

21.Execução de uma hipoteca ou crédito 

Sim          Não

22.Mudança significativa de responsabilidades profissionais (promoção, despromoção, entre outros) 

Sim          Não

23.Filho que sai de casa (para viver sozinho, casar-se, ir estudar ou trabalhar fora, entre outros) 

Sim          Não

24.Problemas com os sogros 

Sim          Não

25.Realização pessoal significativa 

Sim          Não

26.Cônjuge começou ou parou de trabalhar fora de casa 

Sim          Não

27.Começo ou término de atividade acadêmica (estudos), ou de seus filhos menores de idade (desde que você tenha acompanhado)

Sim          Não

28.Mudança significativa nas condições de vida (casa nova, reformas, nova vizinhança, entre outros) 

Sim         Não

29.Mudança nos hábitos pessoais (regime alimentar, parar de fumar, apresentação pessoal, novos círculos de amigos ou de networking profissional, entre outros) 

Sim         Não

30.Problemas com a chefia 

Sim          Não

31.Mudanças significativas no nº de horas trabalhadas ou nas condições de trabalho 

Sim          Não

32.Mudança na localidade de residência 

Sim          Não

33.Mudança para uma nova escola 

Sim          Não

34.Mudança significativa no tipo ou quantidade de tempo livre 

Sim          Não

35.Mudança significativa de atividade espiritual ou religiosa (mudança de crença, maior ou menor dedicação) 

Sim          Não

36.Mudança significativa nas atividades sociais (tipo de atividades, círculos de interesse, entre outros) 

Sim          Não

37.Tomada de crédito pessoal (empréstimo) 

Sim           Não

38.Mudança significativa nos hábitos de sono (muito mais horas de sono ou muito menos, horários para dormir, entre outros) 

Sim          Não

39.Mudança significativa no número de reuniões de família 

Sim           Não

40.Mudança significativa de hábitos alimentares (maior ou menor ingestão, mudança de regime ou horários, entre outros) 

Sim           Não

41.Férias fora de casa 

Sim          Não

42.Feriados importantes 

Sim          Não

43.Pequenas infrações à lei (ex: multas de trânsito ou perturbação do silêncio) 

Sim          Não

Valores de cada experiência estressante

100 pontos: morte do cônjuge;

73 pontos: divórcio;

63 pontos: fim de relacionamento, prisão e morte de um parente próximo;

53 pontos: doença ou lesão corporal grave;

50 pontos: casamento;

47 pontos: demissão;

45 pontos: reconciliação amorosa e aposentadoria;

44 pontos: problema de saúde de parente próximo;

40 pontos: gravidez;

39 pontos: dificuldades sexuais, nascimento de filho e mudança/adaptação de emprego;

38 pontos: mudança na situação financeira;

37 pontos: morte de um amigo próximo;

36 pontos: mudança de área de trabalho;

35 pontos: variação da frequência das discussões constantes com cônjuge;

30 pontos: dívidas;

29 pontos: novas funções no trabalho/mudança de responsabilidade no emprego, filho saindo de casa e brigas com família do cônjuge;

26 pontos: mudanças de emprego/desemprego do cônjuge e mudanças nos estudos do filho (início ou término);

25 pontos: mudança das condições de vida;

24 pontos: mudança de hábitos pessoais;

23 pontos: conflitos com o empregador;

20 pontos: mudança nas condições ou horários de escola e de trabalho;

19 pontos: mudança de tipo de lazer ou mudança de religião;

18 pontos: mudança das atividades sociais;

15 pontos: mudança nos hábitos de sono e descanso;

14 pontos: mudança de alimentação ou nos hábitos de comer;

13 pontos: férias;

12 pontos: feriados;

11 pontos: multas e outras pequenas infrações legais.

Calculando o nível de estresse

Para calcular o nível de estresse, é necessário somar os pontos obtidos pela confirmação das experiências acima. Caso o resultado total for inferior a 150 pontos, o paciente é considerado sem estresse e dentro do padrão de normalidade da maioria da população.

Se o total ficar entre 150 e 300 pontos, essa pessoa já é considerada estressada e há risco de prejuízo à saúde por conta do desequilíbrio emocional. Estima-se que o risco do indivíduo adoecer por conta do estresse é de 50%.

Já se o total estiver acima dos 300 pontos, os riscos de probabilidades de vir a ter um desenvolvimento de doenças por conta do estado emocional da pessoa alcançam a marca de 80%. Tome medidas eficazes contra o estresse.

Caso o valor total fique superior a 150 pontos, a sugestão é que dê início a ações que visem conter e reduzir o stress presente na sua vida.

Sempre com novidades no @virginia.pelles 

 

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