SÍNDROME DE BOURNOUT X HOME OFFICE, EM TEMPOS DE PANDEMIA.

Trabalhar sem sair de casa (Home Office) era o sonho de milhões de brasileiros, esse sonho tornou-se realidade para muitos de nós, através do isolamento devido a pandemia do novo coronavírus. Entretanto o que muitos não esperavam era a falta de preparo em executar sua atividade laboral nesse cenário. A atividade em home office aumentou de forma significativa, trazendo consigo os altos indícios da síndrome de bournout, conforme o isolamento foi se estendendo a quantidade de pessoas com essa síndrome foi aumentando, comprometendo o desempenho dos profissionais.

Primeiramente vamos entender o que é a Síndrome de Bournout. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2019, era considerado como um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho.

Com a mudança do cenário de trabalho para o do lar, houve uma grande confusão no que determina o tempo de trabalho e o tempo de ficar em casa, uma vez que é o mesmo ambiente, tornando complexo a adaptação ao trabalho remoto. Nessa circunstância cada vez fica menos claro quando o dia de trabalho começa e termina, além de várias interrupções como: rotina familiar, facilidade em procrastinar as demandas, atender telefonemas, responder e-mails a qualquer hora do dia e claro, o isolamento.

Em 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o tema com muita seriedade e precisou atualizar o conceito da síndrome de bournout para: “síndrome conceitual resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”, atingindo-nos das seguintes formas:

  • sentimentos de exaustão ou exaustão de energia;
  • aumento da distância mental do trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao trabalho;
  • eficácia profissional reduzida.

Toda essa situação pode ser difícil de diversas maneiras. Mas a boa notícia é que existem jeitos de encarar o home office sem passar perto do burnout, e trago dois exemplos logo abaixo:

1) Tire o pijama

No inicio das atividades em home office, muitos nem tiravam o pijama, entretanto já começavam o dia de trabalho com vontade de logo terminar, deixando o dia “preguiçoso”. Lembre-se, o seu cérebro passou anos entendendo que quando você se arrumavam para ir trabalhar, era a informação de produtividade. Então ao levantar tire o pijama vista-se dando indicação ao seu cérebro que você está indo trabalhar e precisa produzir. Perceberá que suas energias serão outras.

2) Mantenha sua saúde física e mental

Crie uma rotina de exercícios físicos e relaxamento, esses momentos são fundamentais para diminuir o estresse e aumentar a criatividade resultando em uma mente mais produtiva. Crie um espaço somente para isso, por exemplo, um jardim, varanda ou quintal onde possa ler um livro, observar a paisagem ou qualquer atividade que você goste de realizar trazendo bem estar a você.

Lembre-se sempre “equilibre-se”.

Até a próxima e tchau!

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