![RJ – OLIMPÍADA/RIO-2016/NUZMAN/PRISÃO – POLÍTICA – O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman (c), é conduzido por policiais ao chegar na sede da Polícia Federal, na Praça Maua, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 05. Nuzman e o ex-diretor de marketing e comunicação da entidade, Leonardo Gryner, […] RJ – OLIMPÍADA/RIO-2016/NUZMAN/PRISÃO – POLÍTICA – O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman (c), é conduzido por policiais ao chegar na sede da Polícia Federal, na Praça Maua, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 05. Nuzman e o ex-diretor de marketing e comunicação da entidade, Leonardo Gryner, […]](https://uploads.folhavitoria.com.br/2024/10/TonmgGff-c6a5a7e0-8c13-0135-0979-6231c35b6685-jpeg.webp)
A ocultação de patrimônio foi um dos motivos que levou o presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Carlos Arthur Nuzman, à prisão nesta quinta-feira (5). Nos últimos dez anos à frente do cargo, o patrimônio do executivo cresceu 457%, segundo as investigações do MPF (Ministério Público Federal). Entre os bens estão 16 barras de ouro, com 1kg cada uma, mantidas na Suíça.

Nuzman só declarou o patrimônio à Receita Federal em 20 de setembro deste ano, por meio de uma retificação de imposto de renda. O fato aconteceu 15 dias após o empresário ser conduzido à sede da Polícia Federal, no centro do Rio, quando foi deflagrada a Operação Unfair Play. Na ocasião, o presidente do Comitê Olímpico da Rio 2016 prestou esclarecimentos sobre a suspeita de compra de votos para a escolha da cidade como sede dos jogos Olímpicos.
Segundo o MPF “existe uma situação de ocultação dos recursos em poder do representado e em outros países, o que dificulta o rastreio desses recursos e consequente recomposição dos danos ao erário”. Para os investigadores, o fato “demonstra obstrução das investigações sobre a ocultação patrimonial”.
Nas primeiras apreensões realizadas na casa do empresário, no dia 5 de setembro, foram encontrados documentos que comprovam que grande parte de suas contas são pagas em espécie, o que para o MPF significa um procedimento “característico do sistema de lavagem de capitais”.