"A crise para as escolas de samba capixabas sempre existiu", diz presidente da Lieses

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"A crise para as escolas de samba capixabas sempre existiu", diz presidente da Lieses

Rogério Sarmento

Rogério Sarmento é presidente da Lieses Foto: Facebook

Faltando poucos dias para uma das maiores festas populares do Espírito Santo, o carnaval capixaba promete atrair milhares de foliões que vão acompanhar o desfile das 14 agremiações, no Sambão do Povo, em Vitória. Mas, por trás de todas as festividades está a Liga Espírito Santense das Escolas de Samba (Lieses) que, pelo primeiro ano, foi responsável por todas as etapas de organização do evento.

O ano de 2015 foi marcado por crise econômica e não faltaram desafios para tornar a grande festa uma realidade. Neste ano, porém, somente o Governo do Estado concedeu às agremiações, R$ 550 mil como incentivo para os desfiles

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Reeleito como presidente da Liga até 2020, Rogério Sarmento conversou com o Folha Vitória sobre as perspectivas para o carnaval deste ano, os desafios econômicos, além da parceria da Lieses com a Rede Vitória na eleição da Família Real do carnaval capixaba. Confira:

Folha Vitória: O que o folião pode esperar para o Carnaval de Vitória 2016?
Rogério Sarmento:
A expectativa é das melhores. Nossa palavra-chave é trabalho e, com o nosso esforço, esperamos trazer uma festa bonita para os capixabas. O que a gente espera é que tudo saia de acordo com o planejado pela Lieses. A poucos dias do carnaval, a expectativa é enorme para todo mundo: as comunidades, escolas de samba, e, claro, também da Liga.

FV: Como a crise econômica afetou as escolas de samba?
RS:
A crise para as escolas de samba capixabas sempre existiu. Não é uma exclusividade deste ano. As dificuldades econômicas não são nenhuma novidade para a gente. Volto a dizer, a nossa palavra-chave é trabalho, não tem outra forma de garantir o carnaval do Estado. Essa não é a primeira vez que temos desafios financeiros para realizar o desfile de carnaval.

FV: Houve mudanças no apoio da Prefeitura de Vitória na organização do carnaval capixaba?
RS:
A Prefeitura de Vitória continua sendo uma de nossas grandes apoiadoras. A prefeitura sempre apoiou, e apoia também este ano, a festa de carnaval. Não houve mudanças significativas na organização da festa.

FV: O carnaval capixaba cresceu e há discussões sobre a necessidade da ampliação do Sambão do Povo. Qual sua avaliação sobre isso? Já são possíveis mudanças para 2017?
RS:
Este não é o momento de discutirmos isso. A Liga, nesse momento, está focada na realização do carnaval deste ano.

FV: Como você avalia a parceria da Rede Vitória na escolha da Família Real do carnaval capixaba?
RS:
Esse foi um evento maravilhoso de parceria da Liga com a Rede Vitória. O mais importante é agradecer à TV Vitória. Se a votação aconteceu e foi um sucesso, é graças à TV Vitória.

FV: O senhor foi reeleito para presidente da Lieses até 2020. O que pretende mudar e o que pretende fazer para o carnaval capixaba até lá?
RS:
Este não é o momento para se falar sobre isso. Não se fala nisso. Falo sobre o carnaval deste ano. Não quero criar polêmicas.

FV: Para o senhor, quais foram as maiores conquistas da Liga nos últimos anos?
RS:
São muitas as conquistas obtidas pela Lieses nestes últimos anos. Uma vitória recente foi colocarmos a gravação do CD e do DVD das escolas de samba ao vivo. Com a nossa gestão, também conseguimos trazer de volta o apoio do Governo do Estado, após muitos anos de ausência no carnaval. Foram tantas vitórias que fica difícil citá-las.

FV: O Corpo de Bombeiros já fez as últimas vistorias para liberação da realização do carnaval no Sambão do Povo?
RS:
O Sambão está em ordem. Estamos trabalhando com ajustes em pontos que precisam de alguma reforma ou adequação. Apesar de uma repercussão negativa na mídia, todos os trabalhos em relação ao Sambão estão dentro do cronograma da Lieses. Temos algumas vistorias marcadas, e estamos fazendo os ajustes necessários.

FV: Quais são os detalhes que ainda faltam ser ajustados?
RS:
Como disse, os trabalhos estão de acordo com o previsto e faltam apenas detalhes que, claro, fazem toda a diferença para a realização da festa. Entre os serviços que estão sendo executados estão a implantação de divisórias, alambrados e escadas.

FV: Este ano houve redução no número de dias de desfile. Qual o motivo dessa decisão? É uma tendência?
RS:
A redução no número de dias de desfile foi um pedido feito pelas próprias escolas de samba filiadas. O carnaval este ano acontece na sexta-feira e no sábado. Se colocássemos desfiles na quinta-feira, por exemplo, traria dificuldades para as escolas por se tratar de um dia útil, mais no meio da semana. Já sobre o ano que vem, este não é o momento para falar sobre isso.