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Guarda-vidas distribuem pulseiras em praias de Vitória para evitar que crianças se percam

Geral

Guarda-vidas distribuem pulseiras em praias de Vitória para evitar que crianças se percam

Nos finais de semana do verão, cerca de 50 crianças se perdem na orla da capital, principalmente nas praias de Camburi e Curva da Jurema

Foto: Prefeitura de Vitória

Durante o verão, em razão do período de férias escolares e do aumento do número de frequentadores nas praias, é cada vez mais comum que crianças se percam. Para ajudar na localização dos pequenos, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana de Vitória intensificou a distribuição de pulseiras de identificação ao longo da orla.

Como funciona

A orla da capital tem 14 postos de guarda-vidas e cada um deles possui a bandeira de uma cor. Na área de atuação de cada local, as crianças recebem uma pulseira da mesma cor da bandeira.

A estratégia ajuda a localizar em que área está a família da criança que, por ventura, venha a se perder. A distância média entre um posto e outro é de 200 metros na Curva da Jurema, por exemplo.

Leandro Mendes gostou muito da ideia da pulseirinha. Ele estava com o filho João Guilherme, de 4 anos, na praia e o menino não parava um instante. "Um menino levadinho igual a esse meu, se eu piscar o olho, ele some. Então a pulseirinha é uma segurança a mais. Só que eu não desgrudo, deixo até de tomar uma cervejinha para ficar de olho nele".

"Essa é uma ferramenta importante e tem auxiliado muito os nossos guarda-vidas. Mas é bom reforçar que os pais devem ficar atentos para que não chegue ao ponto da criança se perder. Assim que chegar à praia, a família deve mostrar à criança onde fica o posto de guarda-vida e buscar a pulseirinha, caso não tenha recebido", alertou o secretário de Segurança Urbana, Fronzio Calheira.

Diversão com segurança

A mineira Roberta Reis sabe bem o desespero que é perder um filho, mesmo que seja por alguns instantes: "Uma vez minha filha se perdeu em uma feira. Foram quatro minutos sem encontrá-la, mas parecia uma eternidade", lembrou.

Roberta veio aproveitar as férias de verão nas praias da capital e tratou logo de colocar as pulseiras nos filhos Matheus, de 8 anos, e Beatriz, de 11. "Achei fundamental para a segurança das crianças. A gente entra em pânico só de olhar e não ver eles por alguns segundos, muito bom saber que essas pulseirinhas ajudam na localização".

Foto: Divulgação

Crianças se afastam com facilidade

"Quando a criança se perde, ela costuma andar muito rápido na ânsia de encontrar os pais. Quanto mais desesperada, mais ela corre e pode acabar se afastando muito do local onde a família está, por isso as pulseirinhas são importantes na localização", reforçou o guarda-vida Thales Bachour.

Nos finais de semana do verão, cerca de 50 crianças se perdem na orla da capital, principalmente nas praias de Camburi e Curva da Jurema. O uso das pulseiras e a comunicação entre os guarda-vidas têm sido fundamentais para que as crianças voltem para as famílias o mais rápido possível.

Divulgação pela equipe do Praia Limpa

As equipes da campanha Praia Limpa, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, percorrem as praias durante os finais de semana para falar sobre preservação de restinga, importância de cada um retirar seu lixo, sobre cuidados com animais, balneabilidade e outras informações. Agora, também vão divulgar o uso das pulseirinhas de identificação.

"Nas nossas conversas com os frequentadores da orla de Vitória, vamos explicar sobre a importância do uso das pulseirinhas, uma importante ajuda para a segurança das crianças. E também vamos alertar aos pais a importância de ficar de olho nos filhos", afirmou a gerente de Educação Ambiental, Juliana Sardinha.

Orientação

A Prefeitura de Vitória possui 74 guardas-vidas, que ficam das 8 às 18 horas nas praias da capital. Quem desejar pode levar uma caneta para a praia e colocar na pulseirinha o nome e o telefone de contato da pessoa responsável pela criança. Mesmo com todos esses cuidados, nada substitui o olhar dos pais:

"As pulseirinhas são uma forma de ajudar na localização das crianças, mas as famílias precisam ficar atentas, não deixar as crianças sozinhas na água enquanto estão distantes, orientá-las sobre os postos de salva-vidas e sobre como devem agir caso se percam", reforçou o coordenador do Salvamar, Klaussos Kal Martins.