No quarto dia de protestos, cobradores fecham Terminal Carapina

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No quarto dia de protestos, cobradores fecham Terminal Carapina

Muitos passageiros desceram dos coletivos e seguiram viagem a pé, para chegarem aos seus destinos

Foto: Leitor | Whatsapp Folha Vitória

A manhã desta quinta-feira (07) começou com mais protesto de cobradores. No quarto dia de manifestações, os rodoviários fecharam as entradas do Terminal Carapina, na Serra, impedindo que os ônibus entrassem no local. A ação resultou em uma longa fila de veículos nas proximidades do local.

Imagens registradas por leitores do jornal online Folha Vitória mostram diversos veículos parados do lado de fora do terminal. Muitos passageiros desceram dos coletivos e seguiram viagem a pé, para chegarem aos seus destinos.

Na Avenida Norte Sul, que fica nas proximidades do terminal, a longa fila de coletivos causou um nó no trânsito. Dentro do local, muitos passageiros aguardam para seguirem viagem para o trabalho ou para casa. A paralisação já reflete no atendimento aos bairros e a outros terminais.

A reinvidicação é pela volta dos profissionais às roletas dos ônibus. Os cobradores estão afastados desde maio e a previsão era de retorno no início deste ano, quando encerrou o prazo da Medida Provisória que permitia a suspensão dos contratos. No entanto, o governo do Espírito Santo prorrogou a proibição de dinheiro nos ônibus, sendo obrigatório o uso do Cartão GV para o pagamento da tarifa.

Semana de protestos

Na quarta-feira (06), terceiro dia de manifestações, um grupo de rodoviários liberou a catraca de entrada de passageiros em terminais de integração do Transcol. No Terminal Jardim América o acesso foi liberado sem o pagamento da tarifa por volta das 5h40. A manifestação foi pacífica e não houve registros de impedimentos de ônibus circulassem. Durante a madrugada, os veículos saíram normalmente das garagens.

Na terça-feira (05), um protesto que deu um nó no trânsito terminou por volta das 13 horas. A manifestação foi realizada em frente ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. O trânsito foi liberado para carros e coletivos, mas alguns ônibus continuaram no local ocupando duas faixas da Avenida Jerônimo Monteiro.

Segundo o setor de videomonitoramento da Guarda Municipal, por volta das 15 horas mais uma faixa foi liberada, mas uma continuou bloqueada pelos coletivos. Com isso, o trânsito permaneceu lento na região para os motoristas que seguiam em direção à rodoviária e a Cariacica. Minutos depois, os veículos foram retirados completamente da pista e o trânsito voltou a fluir na região.

Durante o protesto dos rodoviários, os ônibus do sistema Transcol e do transporte municipal de Vitória eram parados pelos manifestantes, na altura do Palácio Anchieta. O ato provocou um grande congestionamento nos acessos e avenidas de Vitória.

Integrantes do sindicato dizem que as manifestações vão continuar ao longo da semana, enquanto não for resolvido o impasse com o governo do Estado sobre a situação dos cobradores. A manifestação começou na manhã desta terça-feira, com uma passeata, iniciada na praça de Jucutuquara. Até então, os ônibus circulavam normalmente.

Ao chegar ao Palácio Anchieta, os integrantes do ato convocaram os motoristas dos coletivos para que estacionassem em duas faixas na avenida Jerônimo Monteiro e na avenida Getúlio Vargas. O protesto só deixou passar carros de passeio. A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal de Vitória.

Alguns passageiros desistiram da viagem e desceram dos ônibus. Além disso, vários pontos ficaram lotados de pessoas à espera da liberação dos veículos. Integrantes do Sindirodoviários esperam uma reunião com representantes do governo estadual, a fim de resolver o impasse.

Ainda na madrugada de segunda-feira (04), membros da categoria impediram a saída dos ônibus, e somente micro-ônibus e ônibus com ar-condicionado eram liberados em algumas garagens. Uma liminar da Justiça determinou que os coletivos voltassem a circular pelas ruas da Grande Vitória. O Sindirodoviários acatou a decisão e, aos poucos, os coletivos voltaram às ruas.

O GVBus informou que, desde o acordo firmado em 2019, foram disponibilizadas aos cobradores interessados 700 vagas para troca de habilitação de categoria “A” para categoria “D”, por meio do Sest/Senat. Além disso, houve promoções dentro da empresa para os interessados à vaga de manobreiros, e a realização de escolinhas de motoristas nas garagens.

Há ainda algumas empresas que estão realizando entrevistas e identificando interessados em participar de treinamentos para ocupar vagas internas, como manutenção, por exemplo. Ao todo, cerca de 3 mil cobradores do Sistema Transcol estão afastados por causa da medida do governo estadual.