Novo lote de vacinas deve chegar ao Espírito Santo no início de fevereiro, diz secretário

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Novo lote de vacinas deve chegar ao Espírito Santo no início de fevereiro, diz secretário

De acordo com o secretário, há expectativa de distribuição de novos lotes para que haja uma aceleração na campanha de imunização

Foto: Divulgação / Governo do ES

Um novo lote de doses da vacina contra a covid-19 deve chegar ao Espírito Santo até o início de fevereiro. É o que acredita o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes. A afirmação foi dita durante uma entrevista ao programa Espírito Santo no Ar, da TV Vitória/Record TV, na manhã desta terça-feira (19).

De acordo com o secretário, há expectativa de distribuição de novos lotes para que haja uma aceleração na campanha de imunização. "Depende do trâmite da Anvisa, juntamente com o Ministério da Saúde. Esperamos que até o início de fevereiro este novo lote já esteja disponível para que possamos garantir a vacina a uma nova etapa da população", disse.

Segundo Nésio Fernandes, uma campanha mais ampla deve ocorrer somente depois de mais de 30 dias. "Possivelmente, uma franca campanha de imunização, na velocidade que temos hoje, possa ocorrer somente a partir do final de fevereiro ou início de março", afirmou.

Ele ainda explicou que o atraso se deve a uma reprogramação na produção da Fiocruz. "Eram 15 milhões de doses previstas para janeiro e outras 15 milhões previstas para fevereiro. Esta previsão de foi reprogramada. Também a demora e a posição tardia na aquisição do Butantan. Também não foram decididas as compras de outras marcas. Precisamos apostar que o Brasil compre todas as vacinas que já concluiram a fase 3 de testes".

Distribuição

A partir desta terça-feira (19), as doses serão destinadas às Centrais Regionais de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus para distribuição aos municípios capixabas, que iniciaram a distribuição aos municípios do interior. Também nesta terça, os municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra receberão as doses para iniciar a campanha.

De acordo com o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, cada município vai receber uma quantidade de doses referente à necessidade neste primeiro momento. "Municípios que possuem hospitais de referência, unidades de saúde exclusiva para covid-19 e que possuem uma grande quantidade de instituições de longa permanência de idosos irão receber uma quantidade maior de vacinas. Não porque o município está sendo privilegiado, mas por ele possui um maior número da população alvo desse primeiro momento", afirmou.

"Os demais municípios deverão receber poucas quantidades, pois devem vacinar, basicamente, os trabalhadores que atuam nas salas de vacina e algumas outras populações muito reduzidas. Diversos municípios podem receber poucas quantidades de vacina, cerca de 50 a 100 doses", explicou o secretário.

Apesar de ser um passo importante para o enfrentamento da doença no Espírito Santo e no Brasil, Nésio Fernandes ressalta que a quantidade de doses iniciais são suficientes apenas para uma pequena parcela da população. "Elas são suficientes apenas para 1,2% da população capixaba. Estamos começando pela prioridade das prioridades do público-alvo. Ainda não há uma campanha de vacinação aberta para a população em geral. Cada município pode fazer uma estratégia diferenciada para alcançar a população no momento oportuno", disse.

Para dar início à imunização em terras capixabas, o secretário explicou que não há possibilidade de vacinar todos os profissionais de saúde, por conta da quantidade de doses disponibilizadas. "Está previsto o início da imunização priorizando os profissionais das unidades que atendem pacientes com sintomas respiratórios. No momento, não há possibilidade de vacinar todos os trabalhadores da saúde. Precisaríamos pelo menos de 200 mil doses para todos e mais 200 mil para a população idosa. As doses disponibilizadas até o presente momento estão sendo preservadas para aplicar as duas doses na mesma população, pois não há garantia que novas vacinas vão chegar em até 28 dias", afirmou.

Fernandes ainda reforçou que o momento de flexibilizar os cuidados e prevenção ainda não chegou. Por isso, o uso de máscara e o distanciamento social devem ser mantidos. "Vamos enfrentar e viver essa segunda expansão da doença no Espírito Santo com as mesmas armas e com a mesma metodologia, aperfeiçoando diversas delas. Não há, neste momento, nenhuma possibilidade que as pessoas flexibilizem as medidas, porque as vacinas chegaram", finalizou.