Secretário de Saúde afirma que irá continuar aumentando o número de leitos exclusivos para covid-19

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Secretário de Saúde afirma que irá continuar aumentando o número de leitos exclusivos para covid-19

Segundo o secretário, o Espírito Santo mantém a estabilidade no número de casos do coronavírus desde dezembro, com exceção da semana entre 3 e 9 de janeiro, que apresentou mais casos

Foto: Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, concederam entrevista coletiva nesta terça-feira (26), para atualizar as informações sobre o combate à covid-19 no Espírito Santo.

ESTABILIDADE DE CASOS

Segundo o secretário, o Espírito Santo mantém a estabilidade no número de casos do coronavírus desde dezembro, com exceção da semana entre 3 e 9 de janeiro, que apresentou mais casos. Já em relação ao total de óbitos no interior do Estado,  ele garante que em dezembro a quantidade foi maior que no auge do primeiro momento da pandemia. 

"A segunda onda, isto é, a expansão da pandemia no Espírito Santo, repercute para o interior em proporção maior nos óbitos que na primeira onda. Na Grande Vitória, em novembro e dezembro, o aumento de mortes foi de cerca de 25%, e calculamos uma redução de 30% em relação aos meses de dezembro e janeiro".

MAIS LEITOS

Nésio ainda relatou que o Governo do Estado manteve a expansão de leitos exclusivos para o tratamento de pacientes com covid-19, e que houve estabilidade nas internações no último mês.

"Vamos continuar expandindo os leitos até a primeira semana de fevereiro, o que vai possibilitar que a gente alcance a mesma quantidade de leitos que foram disponibilizados no auge da primeira expansão da doença", afirmou. 

De acordo com o secretário, até a primeira semana de fevereiro, o número de leitos de UTIs poderá chegar a 715, além de novas inaugurações ao longo do próximo mês.

PANDEMIA NO ES

Para o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, a pandemia segue o curso normal de uma doença respiratória, iniciando nos grandes centros e depois seguindo para cidades menores. E que a situação que vemos no Norte do país (Manaus), provavelmente poderá ser vista em outras regiões.

PACIENTES DE MANAUS

Sobre a chegada de 36 pacientes de Manaus,  internados no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, Nésio Fernandes afirmou que, a partir do SUS, o ES garantiu essas vagas. 

A Sesa informou que o Espírito Santo possui 150 leitos de UTI para o tratamento contra a covid-19 e que a chegada dessas pessoas do Amazonas não vai comprometer o atendimento aos capixabas. 

TESTES NO ES

"Temos monitorado os profissionais de saúde e qualquer paciente com suspeita de coronavírus. Sempre orientando a todos sobre a utilização dos equipamentos de proteção individual. O teste dos casos suspeitos é universal no Espírito Santo. Além disso, retornamos a testagem aos membros do convívio social", reforçou Reblin.

MUTAÇÃO

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, ainda ressaltou que vírus sofreu mutações e que essas mudanças foram comprovadas em algumas regiões do Brasil e em vários países. 

VACINAÇÃO

"Quem tomou a primeira dose da Coronavac tem a segunda dose reservada conosco. Está guardada no nosso almoxarifado e disponível quando completar o tempo para a segunda dose. Essa pessoa, através do seu cartão, e do registro de banco de dados, irá saber que tomará a segunda dose da mesma vacina. Quem tomou a vacina da Astrazeneca, nesse primeiro momento, tem o compromisso do Ministério da Saúde de que, no tempo recomendado, irá receber a segunda dose", disse o subsecretário de Vigilância em Saúde.

Ele ainda ressaltou que, como a Secretaria de Saúde tem contatos com várias fábricas e representações comerciais que trabalham com as vacinas, há possibilidade da aquisição de estoque complementar ao disponibilizado pelo Governo Federal. "Esse é um esforço cotidiano para superarmos a ausência do Ministério que deveria estar realizando essas ações". 

Nésio Fernandes ainda destacou que a possibilidade da compra de vacinas complementares visa antecipar os grupos previstos no plano nacional de imunização, como idosos que não foram alcançados, pessoas com comorbidade, professores e membros da segurança pública, mas que isso dependerá das doses disponibilizadas pelas indústrias e da quantidade distribuída pela União.

"Nós entendemos que o Ministério da Saúde irá aceitar a compra de outras vacinas, como a da Pfizer e a da Rússia. A aquisição mais rápida das vacinas disponíveis no mercado irá garantir o sucesso da vacinação, uma vez que todo atraso poderá comprometer os resultados esperados para o primeiro semestre". 

RECUSA EM SER VACINADO 

Reblin ainda ressaltou que 16 pessoas teriam se recusado a serem vacinadas contra a covid-19 no município de Vila Velha. Em relação a isso, Nésio Fernandes afirmou que o Estado está avaliando a possibilidade de exigir, de quem trabalha na saúde pública, o comprovante de vacinação. Só assim ele poderá continuar atuando.  "Temos convicção que a vacina é uma estratégia segura". 

VACINAÇÃO DA POPULAÇÃO EM GERAL 

O subsecretário de Vigilância em Saúde disse que a responsabilidade da vacinação geral é dos municípios. "Para evitar transtornos, eles estão se programando para fazer algum tipo de agendamento prévio, por aplicativo ou internet", reforça.

COBERTURA VACINAL

Para Reblin, o Espírito Santo tem um histórico de excelente desempenho de vacinação. "Sempre somos o primeiro estado a atingir a cobertura de vacinação, e nesse momento não será diferente. Quando conseguimos atualizar as informações no aplicativo do ministério , tenho certeza que o ES irá cumprir sua meta e seu papel".

PROFISSIONAIS DE SAÚDE

"A aplicação das vacinas nas aldeias e asilos é mais rápida de ser realizada. Já entre os profissionais de saúde requer que eles estejam no plantão, ou no caso do Samu, que se desloquem para um local diferente de atuação", revela Reblin. 

Sobre a vacinação dos profissionais de saúde, Nésio relatou que estamos diante de uma vacinação dirigida. "Diferente de quando os postos de vacinação estão ativos e podem ter horários e dias estendidos, ela exige que os municípios desloquem equipes próprias para realizar as imunizações. Vamos avançar ao longo desta semana para praticamente encerrar a vacinação em todos os hospitais do estado". 

Reblin ainda garantiu que a distribuição das vacinas ocorreu de forma regionalizada e seguindo critérios populacionais. 

CUIDADOS E TAXA DE TRANSMISSÃO

O  secretário de Estado da Saúde ainda ressaltou a importância de uma vigilância permanente em relação aos cuidados com a doença. "Serve como alerta para todos que o descontrole das atividades sociais, como as aglomerações, resultam no aumento do número de casos e mutações do vírus, o que custa muito caro para a população e para a economia".

Nésio ainda afirmou que a taxa de transmissão no Espírito Santo, na primeira semana de janeiro, estava acima de 1, muito por conta do aumento da taxa de transmissão nos municípios do interior. "Na Grande Vitória, segundo os cálculos que são acompanhados pelos estudiosos, a taxa ainda é inferior a 1". 

"Quero reforçar o pedido para que as pessoas compreendam que existe uma pandemia em custo. Teremos um ano muito difícil. Vamos começar esse ano enfrentando a segunda expansão da pandemia, com as mesmas armas que enfrentamos ao longo da primeira expansão da doença. Não temos vacina para todos.  O uso de máscaras, a higienização das mãos e superfícies e a manutenção do distanciamento social são fundamentais para evitar a contaminação da doença. Devemos ter, ao longo do verão, muita disciplina e resiliência na capacidade de adotar esse novo estilo de vida. Acredite na ciência, acredite nas vacinas".