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Buscas por desaparecidos em explosão seguem por tempo indeterminado

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Buscas por desaparecidos em explosão seguem por tempo indeterminado

De acordo com a BW, não há previsão para finalizar o processo de instalação de tampas nas caixas de mar e posterior drenagem de água da parte do navio onde os corpos devem estar

Buscas por desaparecidos no navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus seguem por tempo indeterminado Foto: Estadão Conteúdo

Rio - A BW Offshore informou neste domingo (15) que prosseguem por tempo indeterminado as buscas pelos quatro desaparecidos após a explosão do navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus, operado pela empresa para a Petrobrás, na Bacia do Espírito Santo. As buscas haviam sido retomadas no sábado.

Ainda de acordo com a BW, não há previsão para finalizar o processo para a instalação de tampas nas caixas de mar da embarcação após a explosão que deixou pelo menos cinco mortos e 26 feridos na última quarta-feira. A água contida em uma caixa interna que teve as paredes rompidas vazou e invadiu o Centro e a parte da frente do navio, provocando inclinação da plataforma.

O procedimento é lento, e o navio no momento está estável, sem entrada de água externa à embarcação, informou a BW. O casco do navio não foi danificado, mas a caixa na parte traseira, onde houve o vazamento, serve para dar estabilidade à plataforma, por isso a inclinação da embarcação. Segundo a empresa, no entanto, não há risco de afundamento.

Ao todo, cinco feridos no acidente permanecem internados - quatro no Vitória Apart Hospital, em Serra, na região metropolitana de Vitória, e um no Hospital Metropolitano de Serra. De acordo com o último boletim médico divulgado pelo Apart Hospital, na manhã deste domingo, dois pacientes continuavam internados na UTI com quadro estável e boa evolução. Os outros dois permaneciam em quartos, realizando exames e serão submetidos a cirurgias ortopédicas sem complexidade. No Hospital Metropolitano, o único ferido segue internado com quadro clínico estável.

Neste sábado (14), o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), informou que a água ocupava de cerca de 2 metros de altura na casa de bomba do navio, onde estariam os desaparecidos.

A coordenadora-suplente do sindicato, Mirta Rosa de Souza Chieppe, admitiu na ocasião que a chance de ainda haver sobreviventes é remota. "Pela nossa experiência, a gente não trabalha com essa hipótese, é muito improvável", disse a sindicalista.

Também neste sábado, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, foi enterrado por volta de 9h Wesley Bianquini, de 36 anos, um dos trabalhadores mortos no acidente. Bianquini era casado e pai de dois filhos e trabalhava na BW Offshore como técnico de segurança do trabalho. De acordo com a imprensa local, o friburguense teria chegado ao navio-plataforma pouco antes da explosão, por volta das 13h.