“Ele renasceu”, diz mãe de passageiro baleado junto com cobradora e motorista em Cariacica

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“Ele renasceu”, diz mãe de passageiro baleado junto com cobradora e motorista em Cariacica

O crime aconteceu na madrugada do último sábado (14) durante uma suposta crise de ciúmes. Um açougueiro acreditava que a cobradora tinha um caso com o motorista

Fábio se fingiu de morto para escapar com vida Foto: TV Vitória

O jovem, que foi baleado junto com uma cobradora e um motorista, dentro de um ônibus do Sistema Transcol, no bairro Flexal II, em Cariacica, conversou com exclusividade com a equipe do Balanço Geral, da TV Vitória/Record, e falou sobre os momentos de pânico.

“Uma experiência que eu não quero nem para o meu pior inimigo. Quando eu vi que ele já havia matado os dois pensei que seria o próximo”, contou Fábio Dutra de Almeida. 

De acordo com a mãe do jovem, Maria Dutra de Almeida, ela só acreditou que o filho estava vivo após vê-lo no hospital. “Foi uma vitória que Deus me deu, poder ver meu filho vivo. Ele renasceu”, disse.

Fábio era um dos passageiros que estava no ônibus, invadido por um açougueiro, de 46 anos, na madrugada do último sábado (14). Imagens do circuito de segurança registraram o suposto ataque de ciúme de Jesus Campos Gonçalves dentro do coletivo. 

Primeiro, ele teria atirado e matado a cobradora, Livia Gomes Bernardino, de 24 anos, de quem estava separado há um mês. Depois, o açougueiro matou o motorista, Geraldo da Silva Gomes, de 32 anos. Em seguida, o alvo do atirador foi Fábio, que fingiu estar morto para sobreviver. Após cometer os crimes, Jesus se matou com um tiro, no ouvido. “Fingi que estava morto porque acreditei que tinha bala na arma ainda”, informou a vítima. 

Do local da tragédia, a vítima foi levada direto para um hospital em Vitória. 

Viúva descarta relacionamento do marido e cobradora

A família do motorista de ônibus, assassinado na madrugada do último sábado (14), não acredita no que aconteceu. De acordo com a viúva do motorista, que estava grávida de oito meses e com quem ele tinha uma filha de seis anos, o atirador conhecia Geraldo. “O marido dela conhecia o meu esposo. Levava lanche no ônibus para ele. Eu não sei porque ele fez isso com meu esposo. Eu tenho certeza de que a relação dele com ela [a cobradora] era apenas de amizade. Ele não tinha nada com ela”, afirma a viúva.