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ONU critica táticas em confronto ucraniano e eleva número de mortos

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ONU critica táticas em confronto ucraniano e eleva número de mortos

Artemivsk, Ucrânia - Bombardeios indiscriminados e a intensificação dos confrontos no leste ucraniano mataram pelo menos 224 civis somente nas últimas três semanas, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, quando também elevou o número de mortos do conflito para mais de 5.350 pessoas.

"Pontos de ônibus, mercados, escolas e jardins da infância, hospitais e áreas residenciais se tornaram campos de batalha...numa clara violação à lei humanitária internacional", declarou o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein,

lembrando que 545 civis ficaram feridos nas últimas três semanas. Ele pediu aos dois lados que façam da proteção dos civis "sua maior prioridade".

As hostilidades entre separatistas pró-Rússia e tropas ucranianas foram reiniciadas em janeiro, após um mês de calma relativa. As mais recentes negociações de paz ruíram no sábado, com os dois lados culpando-se mutuamente pelo prolongamento do conflito, iniciado em abril.

Rebeldes do reduto separatista de Donetsk disseram nesta terça-feira que disparos de artilharia mataram oito pessoas e feriram 22 no dia anterior. Já o porta-voz do Exército ucraniano, Andriy Lysenko, afirmou que cinco soldados foram mortos e 27 feridos no mesmo período de tempo.

A principal ofensiva rebelde está agora dirigida a Debaltseve, um entroncamento ferroviário no leste da Ucrânia. Cerca de 2 mil moradores fugiram do local somente nos últimos dias.

Na semana passada, separatistas tomaram a cidade de Vuhlehirsk, que é crucial para o avanço para Debaltseve. Líderes rebeldes afirmam, porém, que não planejam invadir Debaltseve porque haveria muitas vítimas civis.

O líder rebelde, Alexander Zakharchenko, disse à agência de notícias Ria Novosti, que seus combatentes estão ajudando a retirar as pessoas de Vuhlehirsk por causa dos pesados confrontos.

A Ucrânia acusa a Rússia de armar os rebeldes, mas Moscou nega. Especialistas militares ocidentais, porém, afirmam que a quantidade de armamentos nas mãos dos rebeldes demente a negação. Estados Unidos e União Europeia impuseram sanções econômicas à Rússia por causa de suas ações na Ucrânia. Fonte: Associated Press.