ES está entre os 10 estados com mais mortes de crianças e adolescentes por arma de fogo

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ES está entre os 10 estados com mais mortes de crianças e adolescentes por arma de fogo

O ano com maior registro de óbitos é 2014, com 390 casos envolvendo crianças e adolescentes capixabas

Foto: Divulgação

Um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) na quarta-feira (20) revelou que a cada 60 minutos uma criança ou adolescente morre por arma de fogo no Brasil. De acordo com o estudo, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, o Espírito Santo está entre os 10 estados com mais mortes de crianças e adolescente com arma. 

O dado alarmante mostra que foram registrados 5.644 mortes em 20 anos no estado. Somente em 2018, foram 116 óbitos. No entanto, o ano com maior registro é 2014, com 390 casos envolvendo crianças e adolescentes capixabas. 

Veja tabela com números de óbitos de crianças e adolescentes por arma de fogo

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Em todo o país, nas últimas duas décadas, mais de 145 mil jovens, com idades entre zero e 19 anos, faleceram em consequência de disparos, acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio ou suicídio.

De acordo com os últimos dados oficiais disponibilizados, 45% do volume total de óbitos em 2016 ficou concentrado em estados da região Nordeste. Outros 26% dos casos ficaram no Sudeste e o restante foram divididos entre o Centro-Oeste (8%), Norte e Sul (ambos com 10%).

Ranking
Dentre os estados, a situação mais preocupante atinge a Bahia, que desde 2009 lidera o ranking nacional, com o maior número proporcional de óbitos de crianças e adolescentes por arma de fogo. Em 2016, 14% das mortes registradas no País com esta causa ocorreram naquela unidade da federação.

No mesmo ano, São Paulo, que entre 1997 e 2004 esteve em primeiro lugar nas estatísticas, registrou 6% dos casos. Já o estado do Rio de Janeiro, frequentemente citado na imprensa brasileira pelos conflitos armados e que liderou o ranking entre os anos de 2005 e 2008, contabilizou 9% das mortes entre os mais jovens por conta de disparos com armas de fogo.