Casagrande sugere que prefeitos proíbam até uso de guarda-sol para não incentivar ida às praias

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Casagrande sugere que prefeitos proíbam até uso de guarda-sol para não incentivar ida às praias

Medidas também irão incluir proibição de esportes coletivos no litoral e venda de bebidas alcoólicas na faixa de areia

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Fabiano Mazzini Bonisem

Para combater a aglomeração nas praias, durante os 14 dias de duração das medidas de fechamento total, o governador Renato Casagrande sugeriu, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (16), que os municípios proíbam uso de guarda-sol pelos banhistas e a pratica esportiva. "Pediremos para que as pessoas não pratiquem esportes coletivos, para que as pessoas não tenham guarda-sol, para que não haja venda de bebidas alcóolicas. São medidas que podemos tomar para que possamos desestimular as pessoas de irem à praia", salientou Casagrande. 

Leia os decretos na galeria abaixo: 

Ele assumiu que tal regra será difícil de ser aceita por ser impopular e por afetar o programa predileto de grande parte da população. Por isso, apelou para o contexto extremo da pandemia. "Mas a principal medida é a consciência, a responsabilidade. Precisamos reduzir a transmissão, senão nós vamos ter gente morrendo nas portas dos hospitais", enfatizou.

As restrições para o lazer nas praias e nos calçadões serão discutidas com os prefeitos em reunião nesta quarta-feira (17). 

Cenário para abril

Após o dia 31 de março, anunciado como o último dia do fechamento total, o cenário é incerto. O governador não confirmou nem descartou a possibilidade do chamado lockdown - medida mais extrema, quando praticamente todo tipo de negócio deixa de funcionar, fábricas param e circulação de pessoas nas ruas fica mais restrita - caso não haja redução no número de casos da doença nem uma diminuição na pressão do sistema de saúde pelas próximas duas semanas.

O governador Renato Casagrande mencionou que as medidas serão avaliadas dia a dia, levando em consideração as demandas por leitos de UTI e também a abertura de novos leitos.

"É uma avaliação diária, não podemos fazer um planejamento mais adiante enquanto a gente não compreender e não verificar um efeito da quarentena efetivo. Se tiver alguma coisa a mais que a gente tenha que fazer, muitaz vezes a realidade se impõe e se ela se impuser para nós e essas medidas não forem suficientes, vamos discutir com a sociedade", disse.

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