ES proíbe lazer e visitas em parques públicos, praças e quadras de esportes por 14 dias

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ES proíbe lazer e visitas em parques públicos, praças e quadras de esportes por 14 dias

Medida é válida para todo o Estado e começa a contar a partir de quinta-feira (18); a decisão é para barrar a transmissão do vírus

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória


Foto: Divulgação/ Prefeitura

A partir de quinta-feira (18), a população não poderá praticar exercícios, fazer caminhadas e frequentar parques públicos, praças e quadras de esportes no Espírito Santo. A medida é uma das regras para evitar aglomeração e interromper a transmissão do novo coronavírus por meio de interação social e será válida por 14 dias. 

A decisão foi anunciada durante coletiva do governador Renato Casagrande e parte de seu secretariado, na tarde desta terça-feira(16), que detalhou o fechamento total do comércio, escolas e a suspensão de parte das atividades econômicas e sociais. A fiscalização do cumprimento do decreto será acordada com os municípios. 

Confira os decretos na galeria abaixo: 

O governador enfatizou que o cenário é o pior desde o início da pandemia em março de 2020. "A hora que você reduz a mobilidade e a interação, você reduz a transmissão do vírus. A transmissão do vírus que há muito tempo estava abaixo de 1, hoje está acima de 1. Se a gente consegue reduzir a transmissão do vírus, conseguimos também reduzir a demanda sobre leitos hospitalares. Queremos continuar atendendo a todos", reforçou Casagrande.

Cenário para abril

Após o dia 31 de março, anunciado como o último dia do fechamento total, o cenário é incerto. O governador não confirmou nem descartou a possibilidade do chamado lockdown - medida mais extrema, quando praticamente todo tipo de negócio deixa de funcionar, fábricas param e circulação de pessoas nas ruas fica mais restrita - caso não haja redução no número de casos da doença nem uma diminuição na pressão do sistema de saúde pelas próximas duas semanas.

O governador Renato Casagrande mencionou que as medidas serão avaliadas dia a dia, levando em consideração as demandas por leitos de UTI e também a abertura de novos leitos.

"É uma avaliação diária, não podemos fazer um planejamento mais adiante enquanto a gente não compreender e não verificar um efeito da quarentena efetivo. Se tiver alguma coisa a mais que a gente tenha que fazer, muitaz vezes a realidade se impõe e se ela se impuser para nós e essas medidas não forem suficientes, vamos discutir com a sociedade", disse.

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