OCDE diz que gasto dos países desenvolvidos com refugiados quase dobrou em 2015

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OCDE diz que gasto dos países desenvolvidos com refugiados quase dobrou em 2015

Redação Folha Vitória

Londres - O gasto dos países desenvolvidos para receber e encaminhar os pedidos dos refugiados quase dobrou em 2015, mas isso não ocorreu às custas dos orçamentos para ajuda, que também aumentaram, afirmou nesta quarta-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Nos últimos anos, a Europa tem visto um salto no número de refugiados e imigrantes que fogem de guerras, perseguições e da pobreza. Em 2015, mais de 1 milhão de pessoas fugiram para a Alemanha e a Escandinávia, após partirem do oeste asiático, do norte africano e de outras partes do mundo.

A OCDE disse que no ano passado houve um número "sem precedentes" de 1,5 milhão de refugiados com pedidos de asilo entre os 34 países-membros do grupo na Europa. Pelas regras da OCDE, alguns gastos com refugiados podem ser contabilizados como auxílio ao desenvolvimento, durante o primeiro ano da chegada dessas pessoas.

Em sua revisão anual dos programas de ajuda de 28 países ricos, a OCDE disse que o custo da recepção aos refugiados subiu de US$ 6,6 bilhões em 2014 para US$ 12 bilhões no ano passado. Mas a entidade concluiu que esses fundos extras não foram retirados dos orçamentos já existentes para ajuda, já que estes aumentaram e devem continuar com essa tendência no futuro.

A OCDE, sediada em Paris, calcula que, ao se incluir os gastos com refugiados, os orçamentos para ajuda subiram 6,9% em 2015 na comparação com o ano anterior, para um total de US$ 131,6 bilhões. Caso se excluam os custos de se receber refugiados, o gasto com ajuda ainda avança 1,7%. Relativamente ao tamanho das economias desenvolvidas, porém, o gasto com ajuda manteve-se inalterado. Seis países da OCDE tiveram queda no gasto com ajuda durante o ano passado, com os maiores recuos em Portugal e na Austrália.

Apenas seis dos 28 países que a OCDE monitora cumprem a meta da Organização das Nações Unidas de gastar mais de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em ajuda: Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido. Os EUA são o maior destinatário de ajuda em termos absolutos, com gastos de US$ 31 bilhões no ano passado, mas o gasto relativo é apenas de 0,17% da renda nacional per capita, abaixo da média de 0,3%. Fonte: Dow Jones Newswires.