Fuzileiros navais treinam em Itaoca antes de embarcarem para missão no Haiti

Geral

Fuzileiros navais treinam em Itaoca antes de embarcarem para missão no Haiti

Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) farão uma visita aos militares para acompanharem o treinamento feito pelos fuzileiros navais

As Forças Armadas do Brasil atuaram por 13 anos no Haiti Foto: ​Marinha do Brasil

A partir desta quarta-feira (19), a cidade de Itaoca, no litoral Sul do Espírito Santo, recebe o treinamento final dos 175 fuzileiros navais que fazem parte do 26º Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais da Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti.

Segundo informações da Marinha do Brasil, os fuzileiros navais irão para o Haiti em maio e ficarão até o mês de outubro na última missão naquele país.  O treinamento acontece entre os dias 19 e 30 de abril e o exercício é realizado duas vezes por ano na região de Marataízes, Itaóca e Itaipava no Espírito Santo, reunindo, além da tropa, meios como helicópteros e blindados.  

O treinamento que se iniciará nesta quarta-feira (19) contará com a presença de representantes da ONU, uma vez que a missão no Haiti está chegando ao fim e o 26º grupamento ficará responsável pela desmobilização da Base de Fuzileiros Navais Rachel de Queiroz. 

O treinamento para a missão é realizado em duas etapas: uma fase de oficinas, quando ocorrem exercícios específicos isolados, e uma segunda etapa em que os militares desenvolvem um tema tático, com simulações a fim de tornar o exercício o mais próximo da realidade vivenciada no Haiti. Nos dias 27 de abril a tropa realizará a maior parte dos exercícios da fase tática como a ação de cerco e vasculhamento, patrulhamentos a pé, mecanizado e motorizado, entre outras atividades.

Após 13 anos atuando em missão de paz no Haiti, as Forças Armadas do Brasil iniciam o planejamento para a saída daquele país situado na costa caribenha. Isso porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) concordou, na última quinta-feira (13), pela substituição dos ‘denominados capacetes azuis’ por uma força de caráter policial.