Espírito Santo já está recebendo "kits de intubação" de empresas após ações na Justiça

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Espírito Santo já está recebendo "kits de intubação" de empresas após ações na Justiça

Em alguns hospitais, os medicamentos já estavam com o estoque abaixo do ideal, mas com a entrega por parte dos fornecedores, a distribuição já pode ser feita para as unidades hospitalares

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os medicamentos que fazem parte do "kit intubação", utilizados em pacientes que estão na UTI, já começaram a chegar ao Espírito Santo. Em alguns hospitais, os medicamentos já estavam com o estoque abaixo do ideal, mas com a entrega por parte dos fornecedores, a distribuição já pode ser feita para as unidades hospitalares.

Essa entrega foi possível porque a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu 11 liminares que obrigam as empresas vencedoras das licitações junto à Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), a fornecerem o "kit intubação", conforme contrato com o Estado.

De acordo com o procurador-geral do Estado, Jasson Hibner Amaral, algumas dessas empresas já entregaram esses medicamentos para a Sesa. Em entrevista à editora-chefe da Pan News Vitória 90.5 FM, Patrícia Scalzer, o procurador destacou que a justificativa para as empresas não entregarem os medicamentos foi a alta demanda, porém, isso não serviu como justificativa para a Justiça.

"Quando as empresas participaram da licitação, já havia um aumento na demanda pelos medicamentos, se ela vendeu é porque tinha condições de oferecer os kits", disse.

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Amaral não soube informar quantos kit já estão em poder do governo do Estado. "Não tem como precisar porque são muitos medicamentos e com finalidades diferentes".

De acordo com o procurador, a PGE acompanha se as empresas estão cumprindo a decisão da Justiça. Em caso de descumprimento, elas podem ser multadas em até R$ 1 milhão.

"As empresas têm o prazo de 24 horas para fornecer os medicamentos, a partir da notificação. Estamos acompanhado para saber se o prazo será cumprido", salientou.

Ouça a entrevista na íntegra: 

Entrevista do procurador-geral do Estado, Jasson Hibner Amaral