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Avenida é liberada após manifestação de professores em greve em Vitória

Geral

Avenida é liberada após manifestação de professores em greve em Vitória

Mesmo após liberarem avenida, professores mantêm vigília na Secretaria de Educação Foto: Reprodução/Ninja ES

Os professores estaduais em greve liberaram o trânsito na Avenida César Hilal, em Vitória, após um protesto que complicou o tráfego na região, na manhã desta terça-feira (20). Viaturas da Guarda Municipal de Vitória e da Polícia Militar orientaram os motoristas e acompanharam a manifestação. Alguns condutores preferiram desviar o trânsito.

Com faixas, os professores em greve protestaram após fazerem vigília dentro da sede da Secretaria Estadual de Educação (Sedu), desde a tarde da última segunda-feira (19). Alunos também participaram da manifestação.

De acordo com informações da central de videomonitoramento da Prefeitura de Vitória, por volta das 12h30, os professores haviam se disperçado e saído da Sedu.

Segundo membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), a intenção é realizar uma nova vigília no órgão. Professores também pretendem fazer vigília na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no bairro Praia do Suá, na Capital, na tarde desta terça-feira (20).

Segundo a Polícia Militar, a manifestação reuniu 50 professores. Não foi registrado nenhum tipo de tumulto. Outro grupo de aproximadamente 400 professores se reuniram em assembléia no Sindbancários. A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam a movimentação.

A greve dos professores estaduais completa 36 dias nesta terça-feira (20), segundo a Procuradoria Geral do Estado. A greve já é uma das maiores já registradas no Espírito Santo.

Quebra de braço: reuniões entre governo e professores não chegaram a nenhum acordo Foto: Divulgação/Sindiupes

Reivindicações

A pauta de reivindicações dos professores estaduais em greve possui 14 pontos. Dentre eles está a reposição inflacionária na folha de pagamento, aumento no auxílio alimentação, além de mais investimentos do governo na área da educação.

O ponto que gera mais atrito entre governo e categoria é a reposição inflacionária. Os professores pedem, pelo menos, o aumento de 5,91%, o que corresponde à inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No início do ano, o governo concedeu aumento de 4,5% e diz que não tem como conceder aumento devido à lei eleitoral que proíbe o governo de conceder aumento seis meses antes das eleições.

Justiça decreta greve ilegal

Uma decisão do Desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, declarou a greve ilegal, desde o dia 10 de abril, antes mesmo de a greve começar. Com a decisão, o Sindiupes tem até o dia 3 de junho para pagar a multa estipulada pela Justiça, que ultrapassa os R$ 651 mil. O valor corresponde à penalidade de R$ 20 mil por dia de greve.  Caso a multa não seja quitada até a data limite, a Justiça pode bloquear as contas do sindicato para garantir o pagamento.

Último grande protesto reuniu 1 mil professores e parou o trânsito do Centro da Capital Foto: Reprodução/Ninja ES

Greve continua

A última assembleia dos professores estaduais aconteceu na manhã da quinta-feira (15) e os professores decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A categoria afirmava que as propostas apresentadas pelo governo foram evasivas. Uma nova assembleia está marcada para a próxima quarta-feira (21) para decidir os rumos da greve, porém, novas manifestações podem acontecer até a nova assembleia, segundo o Sindiupes.

Sem acordo, os professores afirmaram continuar com a greve. "As propostas do governo foram muito evasivas. O sindicato não aceita o modo como o governo está lidando com a greve", disse o diretor do Sindiupes, Gean Carlos Nunes.