Funcionários protestam e pedem retomada das atividades da Samarco em Anchieta

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Funcionários protestam e pedem retomada das atividades da Samarco em Anchieta

A empresa disse que ainda não há uma previsão para retorno das atividades e que tem conversado com sindicatos para definir a situação dos funcionários

Os funcionários da Samarco realizaram um movimento pedindo a volta das atividades da empresa em Anchieta Foto: ​Divulgação

Na manhã desta segunda-feira (23), funcionários da Samarco no Espírito Santo, fecharam um trecho da Rodovia do Sol, em Anchieta, pedindo a volta das atividades da empresa. O movimento ‘Volta Samarco’, que começou às 8 horas e foi encerrado às 11h, reuniu cerca de 350 pessoas, de acordo com Sindicato dos Metalúrgicos (Sindimetal).

Segundo funcionários, que preferiram não se identificar, 40% do quadro de colaboradores deverá ser demitido, já que a empresa está desde novembro de 2015 sem operar. “Muitas famílias serão desempregadas. O governo não faz nada, a empresa está sem caixa para operar e pagando multas absurdas”, comentou um funcionário.

Ainda não houve demissão, mas os funcionários não sabem o que vai acontecer a partir de junho. “Lógico que a empresa errou, mas sem dinheiro, eles não podem fazer nada. Ainda não houve demissões, mas não sabemos o que vai acontecer”, completa o funcionário.

Diálogo com os Sindicatos

Através de nota, a Samarco se posicionou e disse que desde o acidente com a barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, vem mantendo constante diálogo com os Sindicatos para alinhamento sobre a indefinição da retomada das operações da empresa e a situação dos empregados.

Em linha com essa atuação, a convite dos Sindicatos, a Samarco se reuniu no dia 19 de maio, em Belo Horizonte, com o Metabase (Minas Gerais) e o Sindimetal (Espírito Santo) para iniciar a discussão sobre o término do layoff, previsto para o dia 25 de junho. 

Nos últimos meses, a empresa tem realizado estudos para avaliar possibilidades de retorno das suas atividades, o que tem sido devidamente acompanhado pelos órgãos competentes. No momento, os estudos indicam que, quando as operações forem retomadas, a Samarco irá operar com apenas 60% de sua capacidade, o que torna fundamental que a empresa adeque sua estrutura a essa nova realidade.

Na reunião com os Sindicatos, o contexto das operações foi abordado, assim como o término do 2º período do layoff e a consequente necessidade de redução do quadro próprio de empregados.  

A Samarco informa que ainda não existe uma definição sobre o formato de redução que será adotado pela empresa. Na reunião, os Sindicatos apresentaram uma proposta de Programa de Demissões Voluntárias, que será estudada pela empresa.