Procon notifica clínica em Vitória que vendeu vacinas contra H1N1 pelo dobro do preço

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Procon notifica clínica em Vitória que vendeu vacinas contra H1N1 pelo dobro do preço

Instituto exige que estabelecimento esclareça o motivo de as vacinas terem sido vendidas a R$ 250, uma vez que, há poucos dias, valor variava entre R$ 120 e R$ 130

Procon-ES notificou a clínica para que ela esclareça o motivo de ter dobrado o preço da vacina contra a H1N1 Foto: TV Vitória

O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) notificou, nesta quarta-feira (25), uma clínica particular em Vitória, que, durante o dia, vendeu vacinas contra a gripe H1N1 a R$ 250, o dobro do valor que vinha sendo praticado nos últimos dias. 

O Procon exige que a clínica esclareça qual foi o motivo da grande elevação do preço praticado, uma vez que a mesma vacina estava sendo comercializada por um valor que variava entre R$ 120 e R$ 130. 

Agora, segundo o instituto, a empresa tem, a partir do recebimento da notificação, dez dias para fornecer as informações solicitadas. Caso a prática seja considerada ilegal, a clínica pode pagar multa ou até mesmo perder o alvará de funcionamento.

Fila

Mesmo com o valor bem acima do normal, o fato de a clínica ter disponibilizado um lote extra de vacinas contra a H1N1 fez com que uma grande fila se formasse na porta da unidade de saúde. A fila ocupou o saguão e a calçada do prédio onde fica localizada a clínica, em Santa Lúcia. Alguns tiveram de esperar sentados no chão ou em cadeiras trazidas de casa.

Grande fila se formou na frente da clínica, durante a manhã Foto: TV Vitória

Ao todo, 494 senhas começaram a ser distribuídas no início da manhã, mas acabaram em menos de uma hora. Um aviso foi afixado na porta do prédio, alertando sobre o fim das doses. Mesmo assim, até o início da tarde ainda havia fila no local, de pessoas que não tinham senha, mas que ficaram à espera de alguma desistência.

O lote extra e o valor mais alto da vacina já haviam sido anunciados na internet pela clínica. Na publicação, o estabelecimento pedia também que o pagamento fosse feito em dinheiro. A oferta desagradou os clientes, que dispararam reclamações na rede social.

A reportagem ligou para o número de telefone informado no site da clínica, mas, até o fechamento da matéria, as ligações não haviam sido atendidas.