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Mancha em praia de Jacaraípe não é esgoto doméstico, diz Cesan

Geral

Mancha em praia de Jacaraípe não é esgoto doméstico, diz Cesan

A companhia afirmou que realizou análises laboratoriais da água e foi comprovado que o rio não tem concentração significativa de esgoto doméstico.

Uma mancha preta chamou a atenção dos moradores da região no início de maio

A mancha escura que foi registrada na praia de Jacaraípe, na Serra, não se trata de esgoto doméstico, afirmou a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Segundo o órgão, amostras da água do rio Jacaraípe foram coletadas e encaminhadas para análises laboratoriais no dia 09 de maio, nos locais onde a coloração estava mais escura que o normal.

Os resultados foram entregues no dia 21 e comprovaram que não há contaminação significativa do rio por esgoto sanitário doméstico. As coletas aconteceram em seis pontos definidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra, desde o lançamento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Jacaraípe até a foz do rio.

As análises da água coletada indicaram que os parâmetros específicos para substâncias que caracterizam o esgoto, como nitrogênio, fósforo e coliformes fecais, estão em níveis pouco significativos. Isto indica baixa concentração de esgoto no rio, não sendo caracterizada nenhuma anormalidade.

Segundo a Cesan, o fato de não ter havido, nos últimos dias, nenhuma ocorrência no sistema de esgotamento sanitário da Serra que pudesse ocasionar uma mancha escura também é levado em consideração. “Asseguramos, por meio destas análises, que a mancha que existe no mar de Jacaraípe não é causada por esgoto doméstico bruto ou tratado”, afirmou Elza Abreu, gerente de Meio Ambiente e Controle da Qualidade da Cesan.

Entenda o caso

No início de maio, imagens feitas com um drone de um morador mostraram uma mancha preta poluindo as águas da praia. Os moradores disseram que não estava com mau cheiro porque o rio estava cheio na ocasião. “Às vezes você chega aqui na porta e já sente o cheiro ruim. Quando a maré está cheia nem tanto, mas quando está baixa a galera até evita entrar”, contou o empresário André Coquinho.

Na ocasião, um técnico ambiental mostrou a origem do problema. São os córregos que percorrem os bairros da região. Eles recebem esgoto das casas e jogam tudo no rio jacaraípe a prova de que estão poluídos por esgoto é uma vegetação sobre a água. “Os córregos recebem esgoto, contaminam as lagoas, automaticamente contaminam o Rio Jacaraípe que deságua na praia”, explicou Claudinei Rocha.

Rocha disse ainda que uma obra feita pela Prefeitura da Serra para aumentar o volume de água do rio jacaraípe, em 2014, piorou a situação. “Com a drenagem do Rio Jacaraípe eles tiraram grande parte de mangue, e o mangue não deixa de ser um filtro natural. Com essa drenagem aumentou a vazão de água contaminada”, detalhou.

Já a Prefeitura da Serra, na época, negou que a obra tenha agredido o manguezal. “Essa informação não procede porque não foi mexido nessa questão do manguezal. Isso foi estudado para atingir o mínimo possível essa área de manguezal, que a gente sabe que é uma área que não deve ser mexida”, disse o coordenador de Plano de Saneamento da Serra, Samuel Dias.