Aos 96 anos, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial é orgulho da família na Serra

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Aos 96 anos, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial é orgulho da família na Serra

Claudinier Ribeiro da Silva, de 96 anos, atuou na Marinha do Brasil e se orgulha de sua história

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Forte, com boa saúde e com muita história para contar. Assim Claudinier Ribeiro da Silva é definido pelos familiares. O aposentado de 96 anos é um dos poucos combatentes da Segunda Guerra Mundial ainda vivo. 

Com uma saúde de ferro e uma memória invejável, o idoso lembra com saudade dos cerca de 200 dias que passou em alto mar, em 1943, durante a guerra. 

O aposentado nasceu no Rio de Janeiro e, aos 19 anos, veio para o Espírito Santo e ingressou na Marinha do Brasil. Atualmente, ele vive com uma das filha no bairro André Carloni, na Serra.

Após um navio ser alvo de uma ação dos alemães, em 1942, Claudinier se alistou como voluntário na Marinha do Brasil. O idoso guarda as lembranças da época de batalha na memória em um álbum de família.

Nos 200 dias que passou na embarcação, o ex-combatente era responsável por fazer o comboio, a escota dos navios mercantes que traziam mercadorias para a costa brasileira. Por sorte, Claudinier nunca teve um confronto direto com os inimigos do país.  

Mesmo após o fim da Guerra, o velho lobo do mar continuou na Marinha até a aposentadoria. A força e garra do aposentado chamam a atenção da família. A filha Juliana Loubaque conta que teve covid-19 e foi o pai que cuidou dela durante a recuperação. 

"Ele é meu herói. Pensa em um homem de 96 anos, lúcido. É ele. Eu peguei covid e ele cuidou de mim. Ele ia para o fogão e fazia sopa. Ele cuida dos meus filhos. Ele faz tudo", contou.  

O idoso tornou-se um exemplo para toda a família. "Temos muito orgulho. Tanto a família como os amigos. É uma história de vida linda, de resistência. A saúde e lucidez dele encantam. Ele conta as histórias até hoje para os netos", destacou a filha. 

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Claudinier e o amigo Izidoro

Do passado, ficaram o orgulho de servir a pátria, as lembranças e amizades, em especial, com Izidoro, o fiel amigo e ex-combatente que faleceu em 2017. 

O laço criado entre eles se assemelha ao nó de marinheiro. Prova disso é que o filho de Izidoro, Márcio Garcia dos Santos, convive até os dias atuais com Claudinier. 

"Meu pai separou da primeira esposa, casou com minha mãe e veio para o Espírito Santo. Eles tinham uma amizade tão forte, que o Claudinier veio com ele. Nunca mais os dois se separaram", lembrou. 

Na última sexta-feira (11), foi comemorado o Dia da Marinha do Brasil. A data lembra a história de pessoas como Claudinier e Izidoro, que dedicaram a vida pela pátria e marcaram a história do país.

"É uma data grandiosa. Todo marinheiro gosta dela como se fosse uma data sagrada. Ela envolve a nossa vida", afirmou seu Claudinier. 

*Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV.