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Audiência de projeto de requalificação do Anhangabaú é adiada

Geral

Audiência de projeto de requalificação do Anhangabaú é adiada

São Paulo - A gestão Fernando Haddad (PT) cancelou a apresentação prevista para a tarde desta sexta-feira, 31, do projeto de requalificação urbana do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. A explicação oficial é a de que o evento, marcado pelo Facebook, tinha muito mais confirmações do que a capacidade da Praça das Artes, prédio com área de 29 mil metros quadrados. Na hora da apresentação estava marcado, também, um protesto de movimentos de defesa da população de rua, temerosos de que a proposta expulse a população do centro.

O cancelamento se deu após uma tentativa frustrada de diálogo entre a Prefeitura e o Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais (Catso), grupo que conta com apoio da Pastoral de Rua da Igreja Católica, antes da apresentação do projeto. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos chegou a enviar convite para uma reunião prévia, antes da apresentação do projeto.

"A Prefeitura tem organizado um evento no Facebook que tem tomado alguma proporção e visibilidade de forma inesperada. Pudemos observar, também, que o CATSO propôs uma manifestação, antes de tudo, legítima, no mesmo local e horário, que também tem adquirido volume na internet", diz trecho do convite, publicado pelo coletivo no Facebook. Até a quinta-feira, 30, ambos os eventos tinham quase dois mil inscritos.

"Num diálogo desta secretaria com os responsáveis pelo projeto na SP Urbanismo, levantamos a possibilidade de convidá-los para que possamos, antes de sexta-feira, estabelecer um diálogo a respeito do projeto, sua metodologia e a forma como foi construído. Nossa disposição é de destensionamento", continuou o texto da Prefeitura.

A resposta do grupo, entretanto, foi negativa: "Se quiserem falar algo que contem suas histórias na sexta no evento que lançaram para tentar nos convencer das tramas que já foram feitas", diz carta de resposta, também publicada nas redes sociais. A resistência do grupo é decorrente do temor de que a proposta faça "gentrificação" do centro da cidade, a expulsão de moradores de rua e ambulantes sem oferta de uma alternativa de moradia e ocupação.

O projeto que será apresentado foi feito pelo escritório dinamarquês Gehl Architects, chefiado por Jan Gehl, e que assina propostas de revitalizações em Nova York, Londres e Sydney. O grupo já planejou mudanças paisagísticas nos Largos São Francisco e do Paissandú, também no centro. Toda a ação é financiada pelo Banco Itaú.