Chuva em SP já supera volume registrado no mês de julho de 2014

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Chuva em SP já supera volume registrado no mês de julho de 2014

Redação Folha Vitória

São Paulo - As chuvas que atingiram a cidade de São Paulo em apenas 10 horas nesta sexta-feira, 03, superaram todo o volume registrado em julho de 2014. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura, os índices pluviométricos na capital somaram média de 32,1mm entre as 2h e 12h, superando os 29,2mm somados em todo o mês no ano passado.

O volume registrado apenas nesta sexta-feira já representa 68% do esperado para o mês na cidade, de 47,2 mm, de acordo com média calculada com base na série histórica de 1995 a 2014. Segundo Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE, "diante do cenário atual e com a expectativa de mais chuvas, a probabilidade de que o mês termine com valores acima da média esperada é alta".

As chuvas ajudaram a elevar o nível do único manancial da capital usado para abastecimento público pela Companhia da Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Após 51 dias, o nível do Sistema Guarapiranga subiu 0,3 ponto porcentual, de 74,7% para 75%, segundo a estatal. Somente na represa paulistana, a pluviometria acumulada foi de 25,2 milímetros, 59,8% do esperado para todo o mês.

Segundo o CGE, as instabilidades ainda permanecem sobre o Estado durante o sábado, 4, provocando chuvas fracas e chuviscos durante todo o período. O dia deve começar com termômetros na casa dos 14ºC e a máxima não ultrapassa os 20ºC. Os ventos que sopram do mar aumentam a sensação de frio. As taxas de umidade relativa do ar permanecem elevadas, entre 65% e 95%.

Já no domingo, 5, as chuvas diminuem de intensidade e a temperatura entra em queda, segundo o CGE. A massa de ar frio e seco ganha força na retaguarda da frente fria, derrubando as temperaturas. A madrugada promete ser gelada e a sensação de frio será maior em função dos ventos que irão soprar do quadrante sul/sudeste. Mínima prevista de 10ºC, com máxima em torno dos 16ºC. A umidade relativa do ar permanece elevada, entre 62% e 92%.