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Novas mortes por febre maculosa preocupam cidades no interior de SP

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Novas mortes por febre maculosa preocupam cidades no interior de SP

Novas mortes causadas pela febre maculosa, doença transmitida por um carrapato, preocupam os serviços de saúde em cidades do interior de São Paulo. Até a tarde desta quinta-feira, 26, as prefeituras contabilizavam 17 óbitos confirmados - desses, 14 já foram notificados à Secretaria da Saúde do Estado.

O número inclui a primeira morte de uma pessoa pela doença em São Pedro, confirmada nesta quarta-feira, 25. A vítima, um homem de 36 anos, pode ter sofrido o contágio no bairro Praia Branca, à margem do Rio Piracicaba, onde ele costumava pescar. A prefeitura vai instalar placas de advertência sobre a possível presença do carrapato na área.

O transmissor se hospeda principalmente na pele de capivaras, animais abundantes em banhados e beiras de rio. Em Americana, a prefeitura confirmou nove mortes e interditou 15 áreas consideradas de risco, entre elas pontos turísticos da zona rural, como pesqueiros dos rios Piracicaba e Jaguari e parte da orla da Represa do Salto Grande.

Em Pedreira, foram confirmadas duas mortes este mês - um adolescente de 17 anos e uma mulher de 60. Uma mulher de 53 anos morreu com a doença em Paulínia. Outras três cidades da região - Limeira, Santa Bárbara d'Oeste e Cordeirópolis - confirmaram um óbito cada. Em Limeira, placas de advertência foram instaladas em áreas de possível contágio.

A febre maculosa causou a morte de um morador de Sorocaba, a primeira da região, confirmada no último dia 21. Conforme a prefeitura, a vítima, um idoso de 77 anos, teria contraído a doença numa área de pesca, à margem do Rio Sorocaba, em Jumirim, município da região. Um segundo óbito suspeito é investigado.

O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado informou que os números de febre maculosa estão caindo anualmente. Em 2016, foram notificados 64 casos e 37 óbitos, e, em 2017, foram 39 casos e 32 óbitos. Este ano, os municípios notificaram 32 casos e 14 óbitos. Conforme o órgão, cabe aos municípios o trabalho de campo para controle da doença, bem como a investigação dos casos.