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Suposto vazamento de gás tóxico em navio atracado em porto de Aracruz será investigado

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Suposto vazamento de gás tóxico em navio atracado em porto de Aracruz será investigado

Três trabalhadores portuários morreram no acidente e um precisou ser hospitalizado. Investigação apontará se houve vazamento e que gás seria esse

Navio onde aconteceu o acidente havia atracado em Portocel para descarregar madeira | Foto: Reprodução

O causa do acidente que matou três trabalhadores portuários e deixou um ferido, na manhã desta terça-feira (24), no Portocel, em Aracruz, ainda é desconhecida. Representantes dos trabalhadores disseram que a suspeita inicial é de que a morte das vítimas tenha sido provocada pelo vazamento de um gás. No entanto, essa informação ainda será investigada, assim como que gás seria esse e de onde ele teria saído.

O navio onde os trabalhadores estavam era o Sepetiba Bay, que estava atracado no porto para descarregar madeira. Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores Avulsos e Com Vínculo Empregatício em Estiva nos Portos do Estado do Espírito Santo (SETEMEES), José Adilson Pereira, uma das possibilidades é que o gás tenha sido exalado pela madeira transportada.

"Um trabalhador desceu a carga de madeira para acessar a escada do porão e, na hora que ele começou a subir a escada, passou mal e caiu. Então imagina-se que foi algum gás, não sabemos se do navio ou se da própria carga, da madeira, que estava úmida. Talvez por estar trancada no porão, pode ter criado algum gás desconhecido. Então a gente ainda está investigando e tentando descobrir o que aconteceu com os três trabalhadores, qual foi o gás e de onde veio. A autópsia dos corpos vai ser muito importante para, analisando as enzimas, descobrir que gás é esse", afirmou José Adilson, em entrevista para o programa Cidade Alerta Espírito Santo, da TV Vitória/Record TV.

O presidente do sindicato disse ainda que a intoxicação das vítimas pode ter sido causada pelo acúmulo desse gás no porão do navio. "Nós estivadores sempre temos muita preocupação quando os navios chegam com os porões fechados e sempre esperamos eles estarem abertos, para sair o gás e oxigenar. Nesse caso, a equipe estava trabalhando no porão desde as 7 horas da manhã, quando teve esse problema, e ele teve que ir mais a fundo no porão. Então talvez seja um gás pesado, que ficou retido", frisou.

José Adilson ressaltou ainda a dificuldade que o Corpo de Bombeiros teve ao realizar o resgate das vítimas. Segundo ele, os bombeiros levaram cerca de 20 minutos para chegarem ao local.

"O local onde eles caíram é de difícil resgate. Os bombeiros tiveram que tirar os trabalhadores puxando-os com uma corda, com a maca do Corpo de Bombeiros. Então dificultou muito o resgate, devido à posição e a forma como o porão é. O que sobreviveu foi o primeiro, porque foi o último a descer no porão. Um trabalhador caiu e os outros três desceram para tentar ajudá-lo. Chegando lá, eu acho que inalaram também o gás, que estamos tentando descobrir qual é, e passaram mal", contou.

Adenilson, Clóvis e Luiz Carlos foram levados para o hospital, mas não resistiram | Foto: Reprodução

As vítimas que morreram foram: Adenilson Carvalho, de 47 anos, que era suplente da diretoria executiva do Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), o arrumador Clóvis Lira da Silva, de 52 anos, e o estivador Luiz Carlos Milagres, de 64 anos. Eles chegaram a ser levados para o Hospital São Camilo, em Aracruz, mas morreram ao darem entrada na unidade de saúde.

Já o estivador Vitor Souza Olmo também foi levado para o hospital, mas o quadro dele é considerado estável. Durante a tarde, ele postou uma mensagem no Instagram, dizendo que passa bem e agradeceu pelas ligações recebidas.