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Pois nem tudo que é bom, é bom

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Geral

Pois nem tudo que é bom, é bom

Quantos profissionais não são sacrificados diariamente simplesmente por executarem, muitas vezes de forma brilhante, sua função?

Foto: Divulgação

(*)Por Flávio Cavalcante
Essa é uma história sobre comprometimento organizacional e suas recompensas por parte da empresa. Assim inicia-se em 1970: Lobo era um pastor alemão que minha família tinha criado desde pequeno, pois foi aprovado com louvor na seleção de talentos por seu carisma e seu vigor, afinal foi o único da ninhada de 15 filhotinhos que sobreviveu. Lobo se encaixou prontamente na equipe de trabalho, se tornando um membro da ‘família’. Prestativo, presente, alegre, sempre solícito, pró ativo, esperto, inteligente apresentava todos os predicados de um profissional de sucesso. Cresceu na carreira e na vida. Se desenvolveu, se tornou um grande cão.]

Confira o áudio do professor Flávio Cavalcante:

Comprometimento é bom, mas não há compaixão no processo

Sempre bem avaliado pelos colegas, foi crescendo também em importância e responsabilidade. Treinado ao extremo para defender e para seguir as ordens da direção se tornou um excelente operacional e foi promovido a gerente. Entretanto, em uma das missões delegadas pela direção, Lobo foi incumbido de vigiar o mais novo projeto da empresa: TAMARA, um bebezinho de 1 ano que estava no berço que se encontrava no quintal. Recebeu a seguinte ordem: “Não deixe ninguém se aproximar do berço, proteja-o com sua vida”. Dito e feito.

Foto: Divulgação

Lobo pagou com sua carreira e sua vida o preço de ser um excelente funcionário, pois mesmo quando a direção tentou retomar o projeto ele seguiu as ordens confiadas a ele.

Quantos profissionais não são sacrificados diariamente simplesmente por executarem, muitas vezes de forma brilhante, sua função? Acredito que neste momento o ‘soldado executor’ perde espaço para o ‘anarquista questionador’. Saber a razão de suas ações hoje se tornou fator de sobrevivência, ganhando espaço para a antiga fé cega que conotava confiança na empresa.

Nas atividades gerenciais pós-modernas o “stretch” que permite a adaptação às várias realidades se faz importante. Saber a hora certa de apertar e aliviar quando necessário, se tornou uma forma de gestão. Assim, de acordo com o interesse da direção, o termo, até então pejorativo, foi “organizacionalizado” como ‘jogo de cintura’ que advêm da experiência tornando o profissional maleável e adaptável. Quando em desacordo com os objetivos organizacionais (leia-se da direção) aliviar é torna-se irresponsável, negligente e descomprometido com os resultados. 

Confira a análise do professor Flávio Cavalcante sobre o tema:

*Flávio Cavalcante é professor, palestrante e autor de obras sobre carreira, mercado de trabalho e planejamento estratégico pessoal.