Segunda dose da Pfizer pode ser antecipada no Espírito Santo se tiver disponibilidade de vacinas

Geral

Segunda dose da Pfizer pode ser antecipada no Espírito Santo se tiver disponibilidade de vacinas

Decisão final para a antecipação da Pfizer depende da disponibilidade de vacinas e de uma pactuação nacional

Foto: Reprodução Fernando Frazão/Agência Brasil

Assim como aconteceu com a Astrazeneca, a segunda dose da Pfizer também pode ser adiantada no Espírito Santo. Tudo vai depender da disponibilidade de vacinas. A antecipação já aconteceu no Estado com a Astrazeneca, que desde o mês passado, pode ser tomada em um intervalo de dez semanas, ou seja, 70 dias.

>> Presidiários e trabalhadores da indústria serão vacinados nesta semana; confira próximos grupos

>> ES vai vacinar lactantes e adolescentes de 12 a 17 anos a partir de agosto

>> Covid-19: Guarapari abre 2 mil vagas para vacinar pessoas com 28 anos ou mais

Agora, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) defende uma nova antecipação no caso da Astrazeneca para oito semanas. No entanto, esclareceu que a decisão final para mais esta mudança, e para a antecipação também da Pfizer, depende da disponibilidade de vacinas e de uma pactuação nacional.

"O governo do Espírito Santo entende que para poder antecipar a d2 (segunda dose) de qualquer dos imunizantes devem se reunir as condições que nós adotamos para poder decidir a antecipação da d2 da Astrazeneca", disse o secretário estadual de Saúde Nésio Fernandes durante pronunciamento nesta segunda-feira (12). 

Além disso, Nésio pontuou os motivos da antecipação da Astrazeneca". 

"Nós decidimos a antecipação da Astrazeneca por três motivos. O primeiro porque a decisão foi tomada baseada no prazo do limite em bula e no prazo adotado pelo PNI. Ou seja, nós não prejudicamos nenhum tipo de evidência. O segundo componente importante é que está provado que esta antecipação antecipa o benefício da completude do esquema na população que já foi vacinada com a primeira dose. O terceiro ponto e principal, que determina a possibilidade de fazer a antecipação, é a ampla disponibilidade de doses. Não haveria sentido termos doses de d2 armazenadas em Brasília, na Fiocruz aguardando o prazo de 12 semanas para serem distribuídas aos municípios."

Para que isso ocorra com a Pfizer, é preciso reunir as mesmas condições. 

"Diante da ampla disponibilidade de doses de d2 que não estão disponíveis para aplicação como d1 Nós entendemos que os governos federal e estaduais devem prosseguir com a antecipação da aplicação da d2 em qualquer cenário. No momento que isso ocorrer também com a vacina da Pfizer o governo federal e o governo estadual devem adotar a antecipação como uma estratégia correta para garantir a amplitude do sistema vacinal". 

De acordo com o secretário, para frear as novas variantes do coronavírus, é importante que as pessoas tenham sido vacinadas. 

"Queremos impedir que por questões de prazo de operacionalização da vacinação, vacinas fiquem estocadas enquanto a população já poderia estar sendo beneficiada com a cobertura de qualquer um dos imunizantes que tenham um prazo superior a 12 semanas e que possam ter a antecipação dos mesmos. Inclusive para frear as novas variantes precisamos ter a vacinação com a d1".

O Ministério da Saúde informou que acompanha a evolução das diferentes variantes no território nacional e que está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado entre as doses, e informou que isso foi discutido recentemente. O parecer foi pela manutenção dos intervalos. 

>> Vitória abre novas vagas para vacinação contra covid-19

>> Covid-19: Guarapari abre 2 mil vagas para vacinar pessoas com 28 anos ou mais

O Estado já possuiu 60% das pessoas em idade adulta vacinadas, o que reflete na queda dos casos de internação e óbitos. 

"No Espírito Santo, 98% dos óbitos ocorreram em pessoas com mais de 30 anos. Na medida que a gente alcança uma ampla vacinação na população que mais evoluiu a óbito e mais e evoluiu para internações hospitalares passa a ter um resultado de efetividade das vacinas, que respondem principalmente pela cobertura da d1". 

Nesta segunda-feira (12) foi publicada uma resolução com os novos grupos prioritários a serem vacinados no Espírito Santo. Serão trabalhadores de limpeza urbana junto com as forças armadas. Trabalhadores do transporte aquaviário, da indústria e a população privada de liberdade. Caminhoneiros, lactantes e adolescentes com comorbidades de 12 a 17 anos, e trabalhadores da Ceasa, Idaf e da imprensa. 

"A vacinação dos adolescentes com comorbidades ou deficiência no Estado poderá permitir um retorno mais seguro das atividades presenciais no Espírito Santo. Após a quantidade gigantesca de mortes, ter fechado as escolas foi a segunda maior violência sofrida pela nossa sociedade. 

Um desses grupos prioritários a ser vacinado nesta segunda foram os mais de 6 mil trabalhadores da limpeza urbana. 

"Nós estamos conseguindo dentro da realidade brasileira. O Brasil atrasou muito começar de forma mais robusta a vacinação, mas nesses últimos 15 dias estamos conseguindo receber um maior número de vacinas, estaremos alcançando com a primeira dose todos acima de 18 anos em setembro, outubro. Terminar o ano de uma forma muito melhor do que começamos", disse  governador Renato Casagrande.

Veja o pronunciamento da Sesa:

Com informações do repórter Álvaro Zanotti, da TV Vitória/RecordTV