Objeto estranho é encontrado dentro de iogurte em Vila Velha

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Objeto estranho é encontrado dentro de iogurte em Vila Velha

Segundo o Procon, depois de aberta a embalagem, fica muito difícil comprovar na Justiça que o produto estava adulterado. Mas recomenda que o consumidor faça a reclamação no órgão

Família encontra objeto de plástico flexível em um pote de iogurte Foto: Reprodução

Uma família de Vila Velha encontrou um estranho objeto de plástico flexível em um pote de iogurte. Para o sobrinho da dona de casa Cláudia Nunes, o objeto parece um olho de peixe. Já para a mulher parece uma lente de contato.

A família procurou a fabricante do iogurte no Paraná. Eles pediram o produto para analisar, mas Cláudia não quer entregar. “Como que eu vou entregar uma coisa que mais tarde eu posso precisar para provar.”

A família procurou o Procon e a Vigilância Sanitária, onde conseguiu um laudo que constata a contaminação do produto. Agora Cláudia quer entrar na Justiça pedindo indenização.

“Da mesma forma que nós achamos esse objeto, poderia ter encontrado alguma coisa cortante. Onde uma criança menor não observaria e teria tomado do mesmo jeito. Afinal, criança não observa essas coisas”, disse a dona de casa.

Casos como esse não são raros, na semana passada o Folha Vitória mostrou o caso do aposentado Fernando Moraes, também de Vila Velha, que comprou remédios e encontrou feijão no lugar dos comprimidos. Ao reclamar na farmácia, seu Fernando ficou surpreso quando os funcionários disseram que a situação acontecia com frequência. Só depois de bater boca e ameaçar chamar a polícia, o aposentado conseguiu receber um frasco de remédios com os comprimidos de verdade que custa mais de R$160,00.

Casos como esses trazem uma complicação a mais para o consumidor e as empresas sabem disso. Segundo o Procon, depois de aberta a embalagem, fica muito difícil provar na Justiça que o produto estava adulterado.

“São casos de provas mais difíceis, mas dependendo do que o consumidor é capaz de apresentar, como uma nota fiscal de compra, ou até a preservação do produto com a contaminação, ou com a presença de corpos estranhos, já é suficiente para ter um início de discussão sobre o problema, seja diante os órgãos de defesa do consumidor, seja perante o judiciário em casos de reparação para os danos causados”, informou o diretor jurídico do Procon-ES, Higor Britto.

Mesmo assim, o diretor do Procon recomenda que o consumidor faça a reclamação no órgão. Além de receber as orientações do que fazer, essas denúncias vão forçar fiscalizações rigorosas nas empresas fabricantes.

“Quando existem reclamações reiteradas, contra a mesma empresa em decorrência do mesmo produto, dentro de uma mesma época é possível, às vezes, analisar a situação com um olhar diferente, porque aí já temos um risco de danos à coletividade”, conclui Britto.