Primeiro-ministro da Irlanda do Norte renuncia em meio a suposto retorno do IRA

Geral

Primeiro-ministro da Irlanda do Norte renuncia em meio a suposto retorno do IRA

Redação Folha Vitória

Londres - O primeiro-ministro da província britânica da Irlanda do Norte, Peter Robinson, do Partido Democrático Unionista (DUP) renunciou ao cargo nesta quinta-feira por suposto retorno da atividade do grupo terrorista Exército Republicano Irlandês (IRA), que foi desmantelado em 2005. Robinson será substituído temporariamente por uma colega de seu partido, Arlene Foster.

A decisão de Robinson veio depois que seu partido, pró-britânico, foi derrotado em uma votação para suspender a Assembleia para a realização de conversas de emergência para discutir a suspeita da polícia de que o IRA ainda existe e que teria matado o ex-membro e atirador Kevin McGuigan no mês passado. O assassinato é um suposto ataque de vingança pela morte de um ex-comandante do IRA meses atrás.

Em consequência, outros ministros do partido anunciaram que também irão renunciar, em meio a uma situação que ameaça os avanços conquistados desde o fim do conflito civil no país.

O primeiro-ministro afirmou que todos os ministros iriam renunciar, o que causaria um grande enfraquecimento do governo de coalizão, que é fundamental desde o acordo de paz, em 1998.

Robinson disse que pediu para que Arlene continuasse no cargo como ministra das Finanças, além do cargo de primeira-ministra, para garantir que nacionalistas e republicanos não tomem decisões que possam prejudicar a Irlanda do Norte.

Robinson disse que as conversas sobre a crise com o governo continuarão. A coalizão do governo está à beira do colapso, o que poderia trazer de volta o controle britânico direto

de Westminster.

A crise na Irlanda do Norte começou depois que um dirigente do partido republicano Sinn Fein, membro da coligação governamental e antigo braço político do IRA foi detido como parte da investigação do assassinato de McGuigan. O Sinn Fein negou as acusações dizendo que o IRA foi completamente desmantelado.

No entanto, alguns críticos dizem que os assassinatos mostram que o IRA continua a ser um ativo e uma violenta força paramilitar, apesar do acordo de paz. Fonte: Associated Press.