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Lixões continuam a crescer no Brasil, mostra levantamento

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Geral

Lixões continuam a crescer no Brasil, mostra levantamento

Somente na Grande Vitória, as prefeituras gastam, por ano, R$ 18 milhões com o lixo descartado irregularmente

Quantidade de resíduos enviados para lixões aumentou pelo 2º ano consecutivo | Foto: Agência Brasil

A quantidade de resíduos enviados para lixões teve um aumento pelo segundo ano consecutivo. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2017 foram enviados para depósitos de lixo, sem nenhum preparo, 12,9 milhões de toneladas de resíduos urbanos, um aumento de 4,2% em relação ao volume verificado em 2016.

A quantidade representa que 18% de todos os resíduos produzidos no país e estão sendo depositados sem nenhum tipo de cuidado. Cresceu também, ligeiramente, o número de municípios que encaminham o lixo para esses locais. Eram 1.559 em 2016 e em 2017 passaram para 1.610.

Espírito Santo

As prefeituras da Grande Vitória gastam, por ano, R$ 18 milhões com lixo irregular. Entulho de obras, móveis, eletrodomésticos e lixo domiciliar. São mais de 880 pontos viciados de descarte irregular de resíduos. O município da Serra é o que mais gasta dinheiro público para limpar a sujeira das ruas e terrenos baldios: R$ 7 milhões.

Na Serra, a prefeitura retira cerca de 100 mil toneladas de entulhos das ruas por ano. O gasto gira em torno de R$ 7 milhões com a limpeza de entulhos. ao todo, mais de 200 pontos viciados de entulho são monitorados no município. Neste ano, mais de 100 multas foram aplicadas por descarte irregular de lixo. as multas para este tipo de infração variam de R$ 50 a r$ 30 mil.

Em Cariacica, existem 300 pontos de acumulo de lixo irregular. Os gastos anuais com limpeza de ponto viciado no município chegam a uma média de R$ 2 milhões. Os moradores podem denunciar o descarte irregular de lixo à coordenação de posturas pelo telefone 3354-5113, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Entre os bairros, a região de Fexal e a região de Nova Rosa da Penha, concentram pontos viciados de lixo, principalmente ao longo da Rodovia do Contorno.

A administração municipal de Vila Velha gasta por ano cerca de R$ 6 milhões para lidar com os pontos de despejo irregular na cidade. São aproximadamente 100 pontos viciados no município. Os principais ficam localizados nos bairros: Glória, Divino Espírito Santo, Jockey de Itaparica, Itapuã, Novo México, Ibes, Santos Dumont, Araças, Ponta das Garças, Darly Santos, Santa Paula II, Barramares, Balneário Ponta da Fruta, Riviera da Barra, Morada da Barra, Jabaeté, Normilia da Cunha, Barra da Jucu, São Conrado e Vale Encantado.

Brasil

Proporcionalmente, os depósitos de lixo existem em maior quantidade nas regiões Norte, onde representa 56% dos locais de destinação, presente em 252 municípios, e Nordeste, onde 48% das cidades, um total de 861 enviam os resíduos para lixões. No Norte, 35,6% do volume de resíduos, 4,5 mil toneladas por dia vão para lixões. No Nordeste, o percentual é de 31,9%, que representa 14 mil toneladas por dia.

A destinação correta do lixo, segundo a legislação vigente, só atinge 59,1% dos resíduos urbanos no Brasil. Os aterros controlados, que apesar de terem algum cuidado na disposição, ainda são irregulares, recebem 22,9% dos resíduos.

Mais lixo

O estudo também constatou um aumento na quantidade de lixo produzida. Em 2017, foram geradas 214,8 mil toneladas de resíduos urbanos por dia, um crescimento de 1% sobre 2016 e um aumento de 0,48% no volume de lixo per capita.

Sobre a coleta seletiva, o levantamento indicou que cerca de um terço dos municípios brasileiros, 1,6 mil cidades, ainda não tem nenhum tipo de inciativa para separar os resíduos de forma a permitir o reaproveitamento.