Escolas particulares realizam pesquisas para saber opinião dos pais sobre o retorno das aulas

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Escolas particulares realizam pesquisas para saber opinião dos pais sobre o retorno das aulas

Até o momento, o governo estadual só autorizou o retorno das atividades presenciais nas instituições de ensino superior e as aulas práticas do ensino profissionalizante

Foto: Divulgação

As escolas particulares do Espírito Santo estão realizando pesquisas junto aos pais de seus alunos para saber a opinião deles sobre o possível retorno das aulas presencias, que estão suspensas no estado desde o dia 17 de março, em função da pandemia do novo coronavírus. Até o momento, o governo estadual só autorizou o retorno das atividades presenciais nas instituições de ensino superior e as aulas práticas do ensino profissionalizante. Ambas as atividades poderão ser retomadas já a partir da próxima segunda-feira (14).

Uma das escolas particulares que fizeram a pesquisa junto a seu público foi a Escola Americana de Vitória, em Bento Ferreira, na capital. O levantamento, iniciado na semana passada e cujo resultado foi divulgado nesta sexta-feira (11), apontou que 91,5% dos pais dos alunos gostariam que o governo do Estado autorizasse o retorno das aulas presenciais o mais breve possível.

De acordo com o diretor da escola, Luciano Gani, o objetivo da pesquisa foi justamente saber o que os pais pensam a respeito desse assunto. "Algumas notícias saíram na mídia dizendo que a maioria dos pais era contra o retorno das atividades presenciais. Mas não era isso que a gente observava no dia a dia. A maioria dos pais que a gente ouvia dizia exatamente o contrário, que queria a volta das aulas. Então fizemos essa pesquisa para realmente entender o sentimento dos pais. A escola vem se preparando para o retorno das atividades, investindo para atender aos protocolos, mas não adianta levantarmos uma bandeira se os pais não quiserem a volta das aulas", ressaltou.

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Quem também elaborou uma pesquisa nesse sentido foi a Escola Novo Mundo, localizada na Praia do Canto, em Vitória. De acordo com a diretora administrativa e proprietária da escola, Roberta Bonelli, o questionário foi encaminhado para os pais dos alunos nesta sexta-feira e a expectativa é de que o resultado seja conhecido no início da semana que vem.

Segundo a diretora, os questionamentos são referentes à opinião dos pais sobre o retorno das aulas presenciais, se eles têm conhecimento dos protocolos sanitários a serem adotados pela instituição, se eles pretendem levar os filhos para a escola assim que as aulas retornarem, como está sendo a forma de trabalho dos pais — se presencial ou em home office — e se as atividades laborais estão sendo prejudicadas com a impossibilidade de os filhos irem para a escola.

"Pelo depoimento de vários pais, acredito que a maioria seja a favor do retorno das aulas presenciais. A maioria das famílias já voltou ao trabalho presencial e os pais estão precisando contratar outras pessoas para ficar em casa com seus filhos. Então, cada vez mais, eles precisam da escola. Além disso, tem a questão educacional, já que a escola é um grande centro de formação de indivíduos, tanto cognitivamente quanto emocionalmente. Precisamos pensar em formas seguras para que esse retorno aconteça, mas ele precisa ocorrer o mais breve possível", destacou Roberta.

O superintendente do Sindicado das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe), Geraldo Diório, frisou que o sindicato já realizou uma pesquisa com os pais, para saber a opinião deles sobre a volta das aulas e que o Sinepe orientou cada escola a realizar o mesmo levantamento, para saber o posicionamento de seus públicos.

"Na nossa pesquisa, quando questionamos se eles são a favor do retorno, tendo eles a opção de levar ou não os seus filhos para a escola, a maioria disse que sim", explicou. 

Segundo o superintendente, um levantamento mais recente do sindicato, finalizado nesta sexta-feira, foi realizado entre os mantenedores das escolas particulares do Espírito Santo e questionou de que forma as escolas pretendem retomar as aulas, assim que elas forem autorizadas. "Acredito que todas manterão o ensino à distância, mas queremos saber quais realizarão as atividades presenciais também", disse.