Advogados de defesa dos condenados de matar Milena Gottardi querem redução de pena

JULGAMENTO DO CASO MILENA GOTTARDI

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Advogados de defesa dos condenados de matar Milena Gottardi querem redução de pena

Tempo de prisão dos réus, determinado pelo Júri popular no Fórum Criminal de Vitória, foi considerado excessivo pelos advogados

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Iures Wagmaker / Folha Vitória

Os advogados de defesa dos condenados do caso Milena Gottardi irão recorrer na Justiça para pedir redução de pena da sentença proferida pelo tribunal do júri popular no julgamento concluído na última segunda-feira (30) no Fórum Criminal de Vitória. Todos foram condenados à prisão em regime fechado. 

As defesas acreditam que houve um excesso no tempo de prisão para cada um dos réus, determinado pelo juiz Marcos Pereira Sanches, e irão questionar a chamada dosimetria de pena. 

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Apontados como intermediários do crime, Valcir da Silva Dias e Hermenegildo  Palauro Filho foram condenados a 26 anos e 10 meses de prisão. A advogada Ilsa Ribetti, que defende Valcir, comentou que a sentença "foi injusta". "Nós iremos recorrer. Achamos que a dosimetria de pena aplicada foi muito alta", argumentou. 

O advogado David Passos, que atendeu à Hermenegildo Palauro Filho, analisou que conseguiu que seu cliente fosse absolvido de feminicídio, como uma das qualificadoras, ou seja, as características de um crime onde um réu é apontado como merecedor de punição.  

"Mas a condenação aconteceu. Vamos recorrer sim. Entendemos que houve um excesso de dosimetria de pena (pena alta demais) certamente influenciado pela grande repercussão do caso", desenvolve. 

Passos questiona ainda a acusação de que Hermenegildo teria agido como intermediário em troca de recompensa. 

"Nos 17 volumes do processo não existe uma prova sequer de que Hermenegildo tenha recebido qualquer vantagem ou que tenha havido promessa de pagamento para ele", apontou. 

O advogado Rodrigo Bandeira de Mello, um dos que defenderam o ex-policial civil Hilário Frasson, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da própria esposa, informou que a equipe "está analisando a sentença" e não poderia dar mais detalhes.

"Muito provavelmente, iremos recorrer questionando a dosimetria de pena", afirmou. Hilário havia sido condenado a 42 anos de reclusão mas o tempo foi fixado em 30 anos para redimensioná-la. O ato obedece ao Código Penal Brasileiro que indica limite máximo de pena em 30 anos. Além disso, ele teve os bens bloqueados e a perda do pátrio poder, em que não poderá ter qualquer tipo de decisão sobre as duas filhas menores. As meninas, de 13 anos e de 5 anos, estão sob guarda definitiva do tio, o irmão de Milena, Douglas Gottardi.

O advogado Davi Pascoal Miranda, que faz a defesa do sogro de Milena, Esperidião Frasson, não atendeu às ligações telefônicas para comentar sobre as estratégias utilizadas depois que seu cliente foi condenado a 30 anos de reclusão. Assim como o filho, Esperidião foi considerado o outro mandante no assassinato da médica. 

Veja abaixo a condenação de cada um: