Dois anos após incêndio, loja de couros e prédio na Vila Rubim não foram recuperados

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Dois anos após incêndio, loja de couros e prédio na Vila Rubim não foram recuperados

A loja funciona no mesmo bairro, mas em um ponto comercial bem menor. Moradores do prédio que também foi atingido ainda não podem retornar para os apartamentos

Redação Folha Vitória

Redação Folha Vitória
Foto: TV Vitória
Loja de couros foi atingida pelo incêndio há 2 anos

O imóvel onde funcionava uma tradicional loja de couros, destruída por um incêndio na Vila Rubim, em Vitória, em setembro de 2019,  ainda não foi recuperado. Pouco foi feito no local. Apenas o necessário para evitar o desabamento do que sobrou. 

O dono da loja de couros, Moisés Alves, explicou que a recuperação do local atingido pela chamas não depende só dele, mas do proprietário do galpão, uma vez que o ponto comercial era alugado. Depende, também, da liberação de recursos do seguro.

"Tive um prejuízo enorme, foi uma vida de trabalho apagada pelo fogo. São quase 40 anos de trabalho aqui no mercado da Vila Rubim, nós fomos os mais atingidos e até hoje a perícia não constatou a causa do incêndio", contou.

Na época do incêndio, o comerciante teve um prejuízo de R$ 1 milhão em mercadorias. Ele continua trabalhando no mesmo bairro, mas em um ponto comercial bem menor e com menos funcionários. Moisés disse que já chegou a ter 25 pessoas na equipe. Atualmente, são 13 colaboradores que atendem a clientela num espaço pequeno, o que prejudica o faturamento.

Prédios e casas do entorno também foram danificadas e 20 famílias precisaram se mudar após o incêndio

Imóveis localizados nas proximidades da loja de couros também foram atingidos pelo incêndio ocorrido há dois anos. Mais de 20 famílias que moravam em um prédio ao lado do estabelecimento comercial precisaram se mudar.

Um dos donos do prédio foi procurado pela equipe da TV Vitória/Record TV, mas preferiu não gravar entrevista. Ele disse que reparos ainda estão sendo realizados no edifício para que os moradores dos apartamentos possam retornar.

Segundo ele, os reparos foram exigidos pelo corpo de bombeiros. 

Em nota, a Defesa Civil de Vitória informou que a área continua interditada e que não houve pedido para liberação do local, mas orienta que o proprietário busque informações com a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec).

O Corpo de Bombeiros Militar informa que a perícia não foi conclusiva porque não foram encontrados indícios suficientes que possibilitassem afirmar com precisão a causa do incêndio

* Com informações da repórter Fernanda Batista, da TV Vitória/Record TV