Laudo aponta que bebê de mulher que deu a luz em banheiro já nasceu morto

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Laudo aponta que bebê de mulher que deu a luz em banheiro já nasceu morto

O hospital afirmou que a gestante era hipertensa e diabética, o que caracteriza uma gestação de alto risco. Mas a família da grávida não confirma

A criança foi encaminhada para o serviço de verificação de óbito no Hospital São Lucas Foto: TV Vitória

O corpo do pequeno Mateus, que nasceu dentro do banheiro de um hospital, foi levado para o serviço de verificação de óbito, que funciona nas dependências do Hospital São Lucas, em vitória. No laudo, o médico apontou que o bebê é natimorto, ou seja, já nasceu sem vida. Mesmo com o ultrassonografia feito no dia da internação, afirmando o baixo risco de faltar oxigênio, a causa da morte apontada foi a falta de oxigenação intra-uterina.

Por meio de nota, a direção do hospital informou que Cláudia Aparecida, de 43 anos, mãe da criança, é hipertensa e diabética, o que caracteriza uma gestação de alto risco. Mas para a família, essa informação não é verdadeira. Eles apresentaram o cartão da gestante, onde mostra o acompanhamento da aferição da pressão arterial da paciente que estava sempre entre 11 por 7 e 13 por 7.

"Deram um remédio para ela para tentar segurar a criança, mas ela tinha dado entrada com sangramento. Acredito que o remédio ajudou a dilatar ainda mais o útero dela. Foi erro médico, porque eles poderiam ter nos ajudado antes", disse Alessandra Paula Rissi, irmã de Cláudia.

A médica responsável pelo atendimento será intimada a prestar esclarecimentos à polícia. O delegado Walter Emiliano, responsável pela investigação do caso, disse que está reunindo provas para avaliar o que aconteceu com a dona de casa. Segundo ele, já foi solicitado a ficha clínica da paciente e o laudo do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). O delegado disse ainda que ouviu a irmã de Cláudia.

Entenda o caso

Cláudia deu entrada no último sábado (4), por volta das 10 horas, no hospital, em Linhares, com um sangramento para ter seu sexto filho. A bolsa não estourou e as dores aumentam. A família contou que durante a tarde, a paciente fez uma ultrassonografia, dentro do hospital. 

O laudo do exame apontou que o líquido amniótico estava normal e que pelo que foi examinado, o risco de faltar oxigênio para o bebê dentro do útero da mãe era baixo. O laudo apontou ainda que as condições para o feto eram normais.

Horas após o exame, já na noite de sábado, Cláudia, que estava no oitavo mês de gestação, pediu para a médica se podia ir ao banheiro. A médica autorizou. Na hora em que se agachou, a bolsa estourou e a criança caiu dentro do vaso sanitário. Segundo os familiares, a criança chegou a ser socorrida por enfermeiros, mas não resistiu e acabou morrendo.