Forças curdas lançam nova ofensiva contra Estado Islâmico próximo a Mosul

Geral

Forças curdas lançam nova ofensiva contra Estado Islâmico próximo a Mosul

Redação Folha Vitória

Khazar - Forças iraquianas e curdas lançaram uma nova ofensiva em uma cidade próxima a Mosul como parte de uma massiva operação direcionada a retomar a segunda maior cidade do país das mãos do grupo extremista Estado Islâmico. As forças curdas, conhecidas como peshmerga, disseram ter iniciado a ofensiva na madrugada de domingo em duas frentes a nordeste de Mosul.

O major general Haider Fadhil, das forças especiais iraquianas, disse que partes da cidade de Bashiqa foram tomadas. Ele afirmou ainda que os curdos capturaram dois vilarejos próximos.

Ao longo da última semana, forças iraquianas e curdas batalharam contra o Estado Islâmico em um cinturão de cidades e vilarejos praticamente inabitados próximos a Mosul. A ofensiva envolve mais de 25 mil soldados iraquianos em terra, além de aeronaves de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Espera-se que os ataques levem semanas, senão meses, até que o Estado Islâmico seja expulso de Mosul, onde vivem mais de um milhão de civis.

Bashiqa fica próxima a uma base militar de mesmo nome onde 500 soldados turcos treinam combatentes sunitas e curdos. A presença de tropas turcas irritou o Iraque, que diz que nunca deu permissão para a entrada no país. A Turquia se recusa a aceitar a demanda.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, visitou os dois países recentemente e chegou à capital regional curda de Irbil neste domingo, onde deve discutir o tema com o líder Masoud Barzani.

Após o encontro com os líderes turcos, Carter havia anunciado um "acordo de princípios" para o papel da Turquia na operação. Apesar disso, o primeiro ministro iraquiano Haider al-Abadi pareceu rebater a ideia ao se encontrar com Carter no sábado, insistindo que Mosul era uma "batalha iraquiana".

As forças participando na ofensiva de Mosul incluem tropas iraquianas, os peshmerga, combatentes tribais sunitas e milícias xiitas sancionadas pelo Estado. Muitos temem que a operação poderia aumentar tensões entre as diferentes comunidades do Iraque, que estão se aliando contra o Estado Islâmico mas se dividem quanto a uma série de outros assuntos, incluindo o futuro dos territórios. Fonte: Associated Press.