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Moradores de Presidente Kennedy cobram controle na divisa com o Rio de Janeiro

Também entre os assuntos abordados, foi debatido o armamento da Guarda Municipal. Um projeto já tramita da Câmara de Vereadores do município para que haja permissão

Foto: Divulgação

A cobrança por mais efetivo das polícias, reivindicação de armamento para a Guarda Municipal e um maior controle na divisa entre Presidente Kennedy e Rio de Janeiro foram demandas apresentadas na audiência pública da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL). O evento aconteceu na noite da última quarta-feira (23) no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Seme III) do município.

A reunião se iniciou com demandas da vereadora Tânia Mara, que citou problemas na vigilância na divisa com o Rio de Janeiro. “Temos problemas com roubos, furtos e tráfico de drogas, desova de pessoas. Estamos abandonados pelo Estado”, alegou a parlamentar, que teve o coro acompanhando pelo vereador Daniel Gomes.

O presidente da Comissão de Segurança, Bahiense explicou que já foi feita indicação ao governo para o reforço do policiamento nesta região e que nos anos 90 eram realizadas as operações “Fecha Fronteira”, com o auxílio das polícias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Questionado sobre um possível retorno do posto na divisa, o major Luciano Nunes Buzim, da 9ª Cia Independente de Marataízes (responsável por comandar o policiamento da área), explicou que seriam necessários 24 policiais militares, algo que a corporação não dispõe no momento.

Danilo Bahiense, então, explicou o tamanho da falta de pessoal nas polícias. “A Polícia Civil, que deveria ter 3.850 policiais, conta com efetivo de 2.050. Já na PM o déficit é de cerca de 2.500 policiais”.

Guarda Municipal e delegacia

Na audiência foi explicada também a situação da Guarda Civil Municipal. Atualmente, os servidores atuam sem armamento de fogo. Um projeto na Câmara de Vereadores está em tramitação para que haja essa permissão.

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O titular da 9ª Delegacia Regional, delegado Djalma Pereira Lemos, explicou que ainda não foi dado o curso dado pela Polícia Civil para a formação das guardas armadas porque não houve dotação orçamentária para tal fato.

Outro ponto em questão foi o acesso ao Banco Nacional de Mandados de Prisão 2.0, que é atualizado instantaneamente e serve para conferência de situação de suspeitos com pedido de detenção em aberto.

Os policiais civis e militares no Espírito Santo não têm a autorização de usar este sistema, fato que prejudica o trabalho deles, conforme alertou o major Luciano Nunes Buzim. “Precisamos assegurar a legalidade do trabalho dos nossos policiais”, disse o oficial da PM.

No geral, o deputado considerou a audiência como muito produtiva. “Essa audiência aqui foi muito positiva, embora os problemas se repitam, como em outros municípios. Aqui há o diferencial de o Ministério Público e a Prefeitura estarem à disposição para ajudar a segurança. Em Presidente Kennedy, estamos próximo à divisa com o Rio de Janeiro e nós sabemos que isso aqui é uma porta de entrada para muitos criminosos”, completa Bahiense. 

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