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Idosos têm até 18 vezes mais chances de morrer por covid-19, aponta estudo do CRM-ES

CORONAVÍRUS

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Idosos têm até 18 vezes mais chances de morrer por covid-19, aponta estudo do CRM-ES

Maior risco de morte ocorre nos pacientes com mais de 60 anos que possuem alguma doença associada. Já as mulheres têm 40% mais chances de sobreviver

Foto: TV Vitória

Pacientes com mais de 60 anos de idade infectados com o novo coronavírus têm quase 12 vezes mais risco de morrer em relação ao restante da população. É o que aponta um estudo realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), divulgado nesta segunda-feira (26). O levantamento analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS), desde o início da pandemia, em março deste ano, até o dia 15 de setembro. 

De acordo com a pesquisa, o risco de morte dos pacientes com covid-19 para essa faixa etária é de 60% e sobe para 90% se a pessoa tiver alguma doença associada, como hipertensão e diabetes. Dessa forma, o indivíduo infectado que estiver nessas condições tem um risco 18 vezes maior de morrer, em comparação com os demais.

O estudo apresentado nesta segunda é o mais detalhado feito até agora sobre o impacto da covid-19 na população idosa capixaba. "Nós estamos frente a uma pandemia inédita, sobre a qual a gente não tinha conhecimento nenhum. Então é necessário que a gente estabeleça uma memória para começar a ficar mais ou menos a par do que está acontecendo, para que casos como esses, se aparecerem outra vez, a gente já ter um conhecimento prévio", destacou o presidente do CRM-ES, Celso Murad.

A pesquisa também revela que as mulheres com o coronavírus têm 40% mais chances de sobreviver, em relação aos homens. Segundo o estudo, quem mais evolui para óbito são homens com idades entre 50 e 79 anos. Já a taxa de letalidade no Espírito Santo, de modo geral, ficou em 3%. 

O estudo também fez sugestões para o poder público melhorar o combate à covid-19 no Espírito Santo, como fortalecer a atenção primária e garantir mais acesso aos serviços de saúde para a população de menor escolaridade, principalmente do interior do estado. Também recomendou-se ampliar a capacidade de testagem entre a população.

"É uma doença nova, que tem sete meses agora, desde o diagnóstico do primeiro caso no Espírito Santo, e é progressivo. A melhora tem que ser progressiva, constante, avaliando passo a passo o que deixamos de fazer, o que podemos fazer para qualificar. E isso a secretaria está fazendo", afirmou o subsecretário de Planejamento e Transparência da Saúde, Tadeu Marino.

A infectologista Maria Cristina Willemann, responsável pelo estudo, também participou da apresentação da pesquisa, por meio de videoconferência. Em sua fala, ela destacou que os desafios propostos, em maior ou menor grau, são os mesmos do restante do país.

"Esse evoluir, esse caminhar, entender o sistema de saúde, entender o sistema de informação e fazer um melhor trabalho, ele foi no Brasil todo e o estado do Espírito Santo fez muito bem. Quando eu aponto que há dificuldade de notificar casos leves, há uma dificuldade de notificar casos leves no mundo inteiro, no Brasil inteiro. E nós temos que trabalhar cada vez melhor para isso", frisou.

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV