Moradores discutem a volta da ferrovia como alternativa à BR 262

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Moradores discutem a volta da ferrovia como alternativa à BR 262

Há em curso um movimento para que seja discutido o transporte por linha férrea na região serrana

Após o acidente que vitimou no último domingo (17), o empresário Hegner Kautsky, cresce nas redes sociais um movimento para que se discuta o transporte de madeira e outros produtos pela linha férrea. O empreendedor Romeu Stein fez apelo as autoridades federais, deputados e senadores para a volta do transporte ferroviário da madeira.

 “Esperamos contar com o apoio do governador Renato Casagrande junto a Bancada Federal neste pleito. A ferrovia está em estado de abandono e precisa de revitalização. Não podemos ficar esperando a duplicação da BR 262, pois até lá muitas vidas serão ceifadas, como de nossos amigos Hegner Kautsky e Jocelino Lutzke”, disse Romeu Stein, completando que "mais um acidente com morte na BR 262 poderia ter sido evitado se fosse utilizada a Ferrovia Centro-Atlântica".

Romeu lembra que a ferrovia que liga Rio de Janeiro, de Campos dos Goytacazes a Vitória, passando por Cachoeiro de Itapemirim, Marechal Floriano, Domingos Martins, Viana e Vitória, está sob responsabilidade do DNIT “o que nos ajuda nessa missão de salvar vidas”. O trecho ferroviário faz parte do contrato de concessão e arrendamento firmado em 1996 pela VLI controladora da Ferrovia Centro-Atlântica. 

O sítio histórico ferroviário de Domingos Martins, da década de 1900, localizado no Vale da Estação, distrito de Santa Isabel, é composto pela estação Germânia, uma caixa de água que alimentava a Maria Fumaça e uma casa de turma que abrigava os trabalhadores da linha férrea Leopoldina. Um patrimônio histórico em ruínas. A Germânia era a porta de entrada e saída de passageiros e da riqueza. Por ela passava a economia, onde os comerciantes e produtores rurais transportavam seus produtos como café, farinha e feijão para a capital.

Na tarde de domingo (17), o empresário Hegner Kautsky morreu após acidente na curva “da morte” entre o trevo do Vale da Estação, em Santa Isabel e o trevo de Domingos Martins, na BR-262. Hegner havia saído de casa a trabalho. Ele estava acompanhado dos amigos Flávio Salles, Ennio Modorese e o filho, Lucca Modorese.

Foto: Sandra Cola
Na estação Germânia, Domingos Martins, nenhum movimento na linha férrea.