O que as prefeituras da Grande Vitória dizem sobre o fim do rodízio de alunos nas salas de aula

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O que as prefeituras da Grande Vitória dizem sobre o fim do rodízio de alunos nas salas de aula

Apesar de o governo do Estado ter orientado os municípios a voltar com as atividades totalmente presenciais, nenhuma prefeitura da Grande Vitória decidiu, até o momento, retornar com 100% dos alunos nas salas

Foto: Divulgação

A partir da próxima segunda-feira (11), todos os alunos das escolas da rede estadual de ensino do Espírito Santo deverão retornar às salas de aula para participar das atividades presenciais. Não haverá mais o rodízio entre estudantes, como é feito atualmente.

Apesar de o governo do Estado ter orientado os municípios a adotarem a mesma norma, nenhuma prefeitura da Grande Vitória decidiu, até o momento, retornar com 100% dos alunos nas salas de aula.

Pelo menos dois municípios da Região Metropolitana já se manifestaram contra a orientação do Estado. Cariacica e Serra informaram que vão manter o ensino híbrido, com o sistema de rodízio, tal como é hoje.

A Prefeitura de Vitória informou que ainda aguarda a publicação da mudança, pelo governo do Estado, antes de tomar uma decisão. 

A administração municipal de Viana disse que vai decidir sobre a questão depois de ouvir os representantes do setor, em reunião ainda a ser marcada. 

Já Vila Velha avalia a retomada das aulas e um cronograma possível. A prefeitura disse ainda que atua de acordo com as portarias e protocolos estabelecidos pelas autoridades da saúde e dentro da matriz de risco do governo do Estado.

Famílias vivem a expectativa das aulas 100% presenciais

Pais e estudantes das escolas municipais admitem estar na expectativa para retomar a rotina. É o caso da analista de sistemas Renata Nepomuceno, que trabalha em home office, mas precisa dividir a atenção com os filhos.

"Não é mais todo dia assim, porque está tendo aula híbrida, então é dia sim e dia não. Mas nos dias em que eles estão em casa é correria, tem que dar atenção e trabalhar", afirmou.

Foto: TV Vitória
Renata precisa dividir o tempo do trabalho em home office com os dois filhos

Com a Betina, de 2 anos, e o Nicolas, de 7, estudando dentro de casa, a vida da analista de sistemas virou pelo avesso. A família mora na Serra, mas os filhos estudam numa escola municipal de Vitória. 

A expectativa de Renata é que a prefeitura da capital também decida pela suspensão do rodízio, como vai acontecer na rede estadual.

"Eu espero que seja definido também essa rotina 100% presencial. As crianças também sentem falta. Elas querem todo dia estar na escola. E também o desenvolvimento foi muito melhor no presencial", frisou.

Outra que não vê a hora das aulas online serem suspensas é a cerimonialista Sabrina Sill. Os dois filhos dela, Ian, de 8 anos, e Dimitri, de 7, estudam numa escola pública de Cariacica. Apesar do rodízio, sempre um dos filhos está dentro de casa.

"Na mesma semana eles vão dois dias e na outra semana trocam os dias. Tem sido bem complicado porque eu tenho dois, em faixas etárias diferentes. Então enquanto um está na escola, o outro está em casa. Eu trabalho com eventos, que é uma área que recentemente retornou, e eu não consigo, muita das vezes, marcar eventos fora, porque eu não tenho com quem deixar", contou.

Já o estudante Pedro Henrique Martinelli, de 12 anos, que cursa o 6º ano numa escola pública de Vitória, diz que foi difícil se adaptar ao ensino remoto.

"Eu travava e não dava para tirar dúvidas também. Prefiro todo dia na escola, porque é um pouco difícil dia sim e dia não. Fica meio bagunçado".

A mãe dele, a técnica de enfermagem Karla Martinelli, também percebe que o garoto rende mais quando está na escola. No entanto, ela admite que teme que as aulas 100% presenciais aumentem o risco de contaminação pela covid-19.

"A gente fica num impasse se vai ser bom retornar todos os alunos. Porque aí vai ser uma sala onde vai ter 20 a 25 crianças, todo mundo junto".

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV