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"Foca no pinguim": especialista do Espírito Santo analisa caso de “estupro” entre animais

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"Foca no pinguim": especialista do Espírito Santo analisa caso de “estupro” entre animais

Segundo os especialistas que divulgaram o estudo, o ato sexual dura cerca de cinco minutos. Os pinguins não têm genitália externa, apenas uma cloaca

Os pesquisadores ainda não sabem o que motiva o comportamento altamente incomum dos bichos. Foto: Reprodução internet

Um fenômeno de comportamento animal causou estranheza e intrigou pesquisadores no Atlântico Sul. Focas estão mantendo "relações sexuais" com pinguins. Maiores do que as aves, as focas machucam as vítimas na hora do ato. Apesar de muitos usarem o termo “estupro” para a atitude animal, o biólogo e diretor do Instituto Orca no Espírito Santo, Lupércio Araújo, classifica a relação como uma interação normal entre os bichos. “São fenômenos naturais. O ser humano deturpa a ação. Esses comportamentos entre classes diferentes, neste caso, entre uma ave e um mamífero, apesar de ser uma situação atípica, não deve causar estranheza. Animais são selvagens. Não podemos comparar com o padrão humano”, afirmou.

Segundo os especialistas que divulgaram o estudo, o ato sexual dura cerca de cinco minutos. Os pinguins não têm genitália externa, apenas uma cloaca, o que torna a penetração difícil e dolorida. Para Lupércio, o comportamento pode ser taxado como uma curiosidade. “ Quando uma pessoa mergulha com um golfinho, por exemplo, é do animal tentar interagir com o ser humano. Na internet é possível assistir vídeos em que o golfinho tenta introduzir o bico na genitália da mulher. Isso não é um estupro. É apenas uma curiosidade e carência afetiva do animal que por muitas vezes fica em cativeiro”, explicou.

Os pesquisadores ainda não sabem o que motiva o comportamento altamente incomum dos bichos. Uma teoria afirma que a concorrência por exemplares do sexo feminino entre as focas tem feito com que alguns machos atacassem os pinguins. Segundo Lupércio, a intervenção humana também pode ser a motivação para a atitude. “Todo o desequilíbrio humano interfere na natureza. Esse comportamento precisa ser estudado. Precisamos saber se é comportamento habitual ou algo isolado”, declarou.

 Anteriormente, casos de focas sendo atacadas por leões marinhos e por lontras marinhas foram registrados. De acordo com Lupércio, a conduta das focas e a curiosidade são semelhantes aos cães. “Quando uma cachorrinha tenta se esfregar na perna de uma pessoa, não significa que aquilo é uma relação sexual. É um instinto e ponto. Apesar dessas relações extrapolarem o que dito comum, eu considero como algo totalmente normal”, diz.

Baleias com instinto dominador
Para justificar o comportamento das focas, Lupércio cita as baleias. “Se citarmos o comportamento da baleia e trouxermos para os nossos padrões, vamos achar promíscuo. A baleia tem relações sexuais com vários parceiros. Inclusive, por vezes, ela tem um encontro com um parceiro, o julga fraco, e mantém relações com um macho mais forte, que introduz mais esperma, expelindo o do parceiro anterior”, conta.

 Veja o vídeo do “estupro” das focas