Novo estudo sobre poluição atmosférica será realizado na GV

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Novo estudo sobre poluição atmosférica será realizado na GV

De acordo com o diretor-presidente do Iema, o novo estudo é que deverá apontar quais medidas deverão ser adotadas pela empresa ArceloMittal, em Vitória

O MPES deverá acompanhar os novos estudos Foto: ​Divulação

Novos estudos deverão ser realizados acerca da poluição atmosférica na Grande Vitória. As pesquisas deverão apontar se a empresa ArcelorMittal deverá, ou não, instalar as barreiras contra o vento, mais conhecidas como “Wind Fence”. Empresas como a Vale e Samarco já adotaram o mecanismo.

O acordo foi definido durante reunião entre representantes do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), da ArcelorMittal e do Ministério Público Estadual (MPES), na tarde desta sexta-feira (14).

A expectativa é de que o processo movido pelo MPES em face da empresa, em 2007, exigindo a instalação das barreiras de vento, seja extinto. A exigência do MPES era de que as barreiras fossem instaladas no pátio de carvão da empresa, no complexo de Tubarão, em Vitória. No entanto, a empresa sempre alegou que a quantidade de árvores, chamado de cinturão verde, existente no entorno do local era capaz de reter as partículas do conhecido "pó preto", tornando desnecessária a instalação das barreiras.

Uma nova audiência será realizada no próximo dia 21, em Vitória. “A reunião desta sexta marca o início de um diálogo. Teremos um novo encontro na próxima semana, mas a expectativa é de que a gente chegue no ambiente judicial com um acordo firmado. De 2007 até agora, várias mudanças ocorreram, e a empresa executou diversas medidas ambientais consideradas importantes”, explicou o diretor-presidente do Iema, Tarcísio Foeger.

Segundo Tarcísio, os novos estudos, que deverão ser realizados em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), é que deverão apontar quais medidas serão adotadas pela empresa. “O estudo vai analisar as características da empresa e da região onde está instalada. A partir daí vamos analisar o que deverá ser feito”, explicou.