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"As cidades inteligentes serão plataformas para uma série de outros desenvolvimentos que a gente vai ver na sociedade", fala especialista em inovação

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"As cidades inteligentes serão plataformas para uma série de outros desenvolvimentos que a gente vai ver na sociedade", fala especialista em inovação

Leonardo Carraretto

Leonardo Carraretto Foto: Divulgação

Inovação está cada vez mais presente nas cidades, que buscam uma gestão inteligente para melhorar a qualidade de vida da população. Vitória é a 5ª cidade mais inteligente do país, segundo o Connected Smart Cities, estudo que analisa 11 setores de 700 cidades e está na 3ª edição. A capital capixaba subiu uma posição em relação a 2016 e lidera no quesito Saúde.

Cidades inteligentes possuem cidadãos interagindo, usando serviços, energia para catalisar o desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida. Segundo informações do Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Para entender melhor do assunto, o Folha Vitória conversa com o especialista em inovação Leonardo Carraretto.

Folha Vitória: Você pode comentar sobre o conceito de cidades inteligentes, que fazem uso da tecnologia no processo de planejamento com a participação da sociedade?
Leonardo Carraretto​: As cidades inteligentes serão plataformas para uma série de outros desenvolvimentos que a gente vai ver na sociedade. Então, as cidades inteligentes, a partir do momento em que a interligação da luz elétrica, a partir do momento da obtenção de dados em todas as esferas, seja no trânsito, seja no melhor aproveitamento dos dados dos cidadãos, vai ser um grande recurso de plataforma para a gente, por exemplo, viver a questão dos carros autônomos. A partir do momento que a gente tiver todos os semáforos interligados e toda a inteligência acontecendo, certamente a gente vai conseguir muito mais recurso para estimular essa inovação e levar serviços para a sociedade.

F.V: Como esse conceito é relacionado ao que entendemos sobre inovação? 
L.C.: Ser plataforma é o principal conceito. As cidades, as empresas e o mundo inteiro vão precisar se transformar. A questão não está só no conceito de Tecnologia da Informação. Antigamente a questão da TI era o máximo que as prefeituras estavam aptas a adotar de tecnologia. A mudança precisa ser na educação, na saúde e em diversas áreas. Até mesmo se você olhar a segurança, ela é uma conexão de vários fatores, não é só a polícia, mas é, por exemplo, os dados que você obtém nos sistemas de iluminação, de infraestrutura pública... Então todas essas conexões vão gerar mais benefícios para a sociedade de uma forma geral.

F.V:  Qual vai ser o papel do ser humano nesse universo Big Data?
L.C.: A gente gera dados o tempo todo. Quanto mais dados a gente vai gerando, tanto para nosso aproveitamento ou para aproveitamento das cidades, melhor vai ser a inteligência e a otimização desses recursos. Em um cenário mais introdutório, a gente vai ser essa fonte de informação e conhecimento coletivo que vai alimentar as cidades inteligentes. 

F.V: Inovação é um tema que sempre deve ser debatido na sociedade?
L.C.: Totalmente. A gente precisa falar muito de inovação e, principalmente, empoderar as pessoas para a inovação. Inovação não é coisa de "Professor Pardal" e nem algo distante da vida das pessoas. Também não é técnica, ninguém nasce mais inovador ou menos inovador. Inovação são comportamentos que você vai adotando no dia a dia. É uma forma de você enxergar o mundo. Quanto mais a gente empoderar as pessoas para a inovação, mais a sociedade, como um todo, vai acelerar o progresso. A gente costuma falar que futurismo é você olhar o futuro e acelerar para que a sociedade possa alcançar mais progressos.

F.V: A sociedade atual está vivendo o período de transformação tecnológica. As crianças que ainda estão para nascer vão viver em um mundo completamente transformado?
L.C.: A gente chama essa geração de geração alfa, a geração que vem depois da geração Z, milênio e qualquer nome que você pode chamar essa geração que a gente tá vivendo... Mas essa turma que vai nascer agora, ela realmente vai viver um mundo completamente diferente. Ela já vai estar um pouco mais dentro da transição que estamos vivendo hoje. Nós vamos ser estudados em muito breve, porque o que estamos vivendo, as adaptações que vivemos em 10 anos, fazem com que mereçamos ser estudados.