IBGE: Espírito Santo tem a menor taxa de mortalidade infantil do país

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IBGE: Espírito Santo tem a menor taxa de mortalidade infantil do país

De acordo com o instituto, foram registrados, no estado, 7,8 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos

Foto: Divulgação

O Espírito Santo foi o estado que apresentou a menor taxa de mortalidade infantil no Brasil, no ano passado, segundo dados da Tábua Completa de Mortalidade 2019, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, foram registrados, no estado, 7,8 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos. A maior taxa do país foi observada no Amapá: 22,6 por mil. A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região.

Além disso, segundo o IBGE, a esperança de vida ao nascer no Espírito Santo é de 79,1 anos, a segunda maior do País. O estado perde apenas para Santa Catarina, onde a expectativa de vida é um pouco maior, de 79,9 anos. 

Em todo o Brasil, a expectativa média é de 76,6 anos. A menor taxa foi registrada no Maranhão (71,4 anos).

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Na média nacional, a expectativa de vida de 76,6 anos foi 31,1 anos superior à registrada em 1940. Segundo o IBGE, em 1940, um indivíduo que completasse 50 anos de idade tinha uma expectativa de vida de mais 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Em 2019, uma pessoa de 50 anos tinha uma expectativa de vida de mais 30,8 anos, esperando viver em média até 80,8 anos, 11,8 anos a mais do que em 1940.

Se, por um lado, aumenta a diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres, a urbanização contribuiu para melhorar as condições sanitárias de vida, segundo o IBGE. "Em 1940, 68,8% da população viviam em áreas rurais, onde as condições sanitárias eram mais precárias e a mortalidade era elevada no grupo de adultos jovens para os dois sexos indistintamente", diz a nota do órgão.

Esperança de vida entre homens e mulheres

A pesquisa constatou também que, no Espírito Santo, a esperança de vida entre as mulheres é de 7,7 anos a mais em relação aos homens. De acordo com o IBGE, em 2019, a expectativa de vida ao nascer, no estado, foi de 75,3 anos para os homens, enquanto para as mulheres o número chegou a 83 anos.

Em todo o Brasil, segundo os dados da Tábua de Mortalidade, a expectativa de vida ao nascer das mulheres foi de 80,1 anos, ante 73,1 anos dos homens. Historicamente, a diferença de expectativa de vida ao nascer entre mulheres e homens é explicada pela violência, já que eles têm mais chances de morrer de causas externas não naturais do que elas.

Em 2019, um homem de 20 anos tinha 4,6 vezes mais chance de não chegar aos 25 anos do que uma mulher da mesma faixa etária, segundo o IBGE. A maior diferença está na faixa etária entre 15 e 34 anos. A partir dos 45 anos de idade, a "sobremortalidade masculina" fica abaixo de 2,0 vezes.

"Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina", diz a nota divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, que relaciona o impacto negativo da violência com a urbanização. "A partir de meados dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes e afogamentos, passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino", diz outro trecho da nota.

A Tábua da Mortalidade é divulgada anualmente pelo IBGE e usa como referência dados de 1º de julho do ano anterior. O dado, que é uma média da expectativa de vida dos dois sexos, foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. 

Com informações do Estadão Conteúdo