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Cientistas comemoram acordo climático; empresas questionam falta de detalhes

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Cientistas comemoram acordo climático; empresas questionam falta de detalhes

Nova York - Cientistas e diversas companhias globais se manifestaram neste domingo sobre o acordo climático de Paris. Na comunidade científica, o processo foi visto como um importante avanço no combate ao aquecimento global, embora se avalie que o desafio é grande. Já representantes de empresas tiveram reações diversas, com alguns alegando que a falta de especificidade no acordo poderia elevar custos e reduzir a competitividade dos negócios.

"A mudança climática vai continuar, mas agora num ritmo muito mais reduzido neste século em comparação com o que aconteceria sem um acordo internacional", disse Jeffrey Kargel, pesquisador no departamento de Hidrologia e Recursos Hídricos da Universidade do Arizona.

Ministros de 195 países aprovaram neste sábado o Acordo de Paris, primeiro marco jurídico universal de luta contra o aquecimento global. O documento da 21ª Conferência do Clima (COP21) das Nações Unidas terá caráter "legalmente vinculante": obriga todas as nações signatárias a organizar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e prevê US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação dos efeitos do aquecimento a partir de 2020.

Climatologistas, porém, tem argumentado que os cortes de emissões prometidos pelos países podem não ser suficientes por si só, uma vez que o aquecimento global já se aproxima de 1,2ºC em 15 anos, o que torna a esperança de manter o patamar em 1,5ºC especialmente desafiador. "Atingir a meta de Paris vai exigir que combustíveis fósseis deixem de ser explorados, embora nada tenha sido dito sobre como isso vai ser alcançado", afirma Nick Hewitt, professor de Química Atmosférica na Lancaster University, do Reino Unido.

No caso das empresas, multinacionais têm acompanhado atentamente conversas climáticas nos últimos anos preocupadas com os custos inevitáveis de novas restrições ambientais. Estimativas reais desses custos, porém, dependem ainda dos planos dos governos nacionais para redução de emissões.

Paul Polman, executivo-chefe de bens de consumo na Unilever, disse em um comunicado que o acordo de Paris envia um "sinal inequívoco para as comunidades de negócios e financeira, um que vai levar a mudanças reais na economia".

Já a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, que faz lobby no congresso por grandes corporações, expressou desapontamento. O vice-presidente para clima e tecnologia, Stephen Eule, afirmou que permanecem o problema de como serão financiadas alternativas mais custosas de geração de energia. Fonte: Dow Jones Newswires.