Novo secretário do Rio diz que fará ‘mais com menos'

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Novo secretário do Rio diz que fará ‘mais com menos'

Redação Folha Vitória

Rio - O futuro secretário de Saúde do Estado do Rio, Luiz Antonio de Souza Teixeira Júnior, que assumirá o cargo no próximo dia 1.º, criticou ontem a atual gestão dos hospitais estaduais. Ele percorreu algumas unidades de saúde. Anunciou que pretende cortar os gastos da secretaria.

"No Hospital Getúlio Vargas (Penha, zona norte) estão faltando próteses. Encontramos leitos vazios e o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense), estava lotado. Precisamos desses leitos. Temos que pensar em todo o modelo e fazer com que as nossas estruturas efetivamente funcionem para a população. Vou trabalhar otimizando isso aqui. Nós precisamos cortar custos na Secretaria de Saúde. Pode ter certeza que, com muito menos dinheiro, vamos fazer muito mais", disse o médico, atual secretário de Saúde de Nova Iguaçu ao RJ-TV, da TV Globo.

Teixeira Júnior substituirá o secretário Felipe Peixoto, que deixará a função em meio a uma das mais graves crises já ocorridas na saúde do Rio. A Saúde é o setor mais prejudicado pela crise econômica que atinge o Estado. Dos R$ 2,389 bilhões que o governo Luiz Fernando Pezão (PMDB) deve a fornecedores, R$ 1,3 bilhão são de despesas não pagas na área de saúde. Em segundo lugar, vem a educação, com R$ 284, 9 milhões de dívidas. Em terceiro, a segurança pública, com R$ 231,3 milhões.

O principal rombo na saúde é no pagamento das Organizações Sociais (OS) que administram os hospitais estaduais. A elas, o governo deve R$ 649,9 milhões. Já às empresas que administram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o governo deve R$ 176, 5 milhões.

O levantamento foi feito pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa (PSDB), por meio do Sistema de Informações Gerenciais da Secretaria da Fazenda. Para ele, a solução para o alívio das contas da saúde é a revisão ou o cancelamento dos contratos com as OS. A rede hospitalar do Rio entrou em colapso na semana passada. Unidades de referência só aceitavam pacientes com risco de morte. Graças ao empréstimo de R$ 100 milhões da Prefeitura do Rio e de R$ 45 milhões do Ministério da Saúde, os hospitais retomaram as atividades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.