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ES é o segundo estado com mais áreas com risco de deslizamento de encostas no Brasil, diz IBGE

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ES é o segundo estado com mais áreas com risco de deslizamento de encostas no Brasil, diz IBGE

Segundo o levantamento, 44,9% do território capixaba possui suscetibilidade muito alta para a ocorrência de deslizamentos e 19,9%, alta

Foto: TV Vitória

Um estudo inédito feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o Espírito Santo é o segundo estado com mais áreas com risco de deslizamento de encostas no Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, 44,9% do território capixaba possui suscetibilidade muito alta para a ocorrência de deslizamentos e 19,9%, alta.

O mapa “Suscetibilidade a Deslizamentos do Brasil: primeira aproximação” aponta ainda que a Região Sudeste é a que concentra mais áreas com risco de deslizamentos muito alto: 23,2%. Outros 24,6% do território estão classificados como alta. Somente no Rio de Janeiro, 53,9% do território está no nível máximo de risco.

O estudo leva em consideração aspectos como a natureza do terreno - em especial a declividade -, a cobertura vegetal e o índice de chuvas durante o ano em cada região. É a primeira vez que o IBGE realiza um levantamento tão aprofundado sobre o tema. O objetivo é contribuir para que pesquisadores e autoridades desenvolvam ações de prevenção contra tragédias.

O Espírito Santo, de acordo com o coordenador de Comunicação da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Carlos Wagner Borges, possui, desde 2013, um diagnóstico das áreas de risco, que serviu de base para o estudo mais recente do IBGE. O grande problema, segundo ele, é fazer com que as prefeituras desenvolvam projetos que resultem em ações concretas, tanto para emergências como, principalmente, para a prevenção.

"A nossa Coordenadoria Estadual de Defesa Civil fez um levantamento completo das áreas de risco em 2013, de tal forma que o município pudesse desenvolver as ações necessárias para a solução do problema. Agora, cabe a cada prefeitura começar a fazer o seu papel, no sentido de resolver o problema, ou seja, realocando esse pessoal que mora em área de risco ou fazendo obras de contenção para impedir que o pior aconteça", frisou o tenente-coronel.

As chuvas mais recentes, que atingiram o Estado principalmente no mês passado, deixaram centenas de pessoas fora de suas casas. Além disso, dez moradores ficaram feridas e quatro morreram, sendo três deles em consequência do deslizamento de encostas.

Uma das áreas onde o risco existe fica no bairro Alecrim, em Vila Velha. No local, a Defesa Civil municipal fez o corte de árvores e a retirada de entulho do terreno, para minimizar o problema. Uma família que morava em uma das casas da região teve de ser retirada.

"A prefeitura está fazendo o plano próprio dela, o Plano Municipal de Redução de Risco, a exemplo de Vitória, que já tem o deles, se não me falhe a memória desde 1995, e a gente está mapeando também, por conta da prefeitura, todas essas áreas. Com base nesse estudo, a prefeitura vai ter em mãos a ferramenta apropriada para gerenciar e ver o que é mais importante, para buscar recurso, ver onde estão os problemas e os recursos para poder ir sanando paulatinamente", destacou o assessor adjunto da Defesa Civil de Vila Velha, Augusto Bandeira.