Após atos pela Grande Vitória, CUT promete greve geral para os próximos dias

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Após atos pela Grande Vitória, CUT promete greve geral para os próximos dias

Em meio a dúvidas sobre o funcionamento de ônibus e sobre as condições das avenidas, o capixaba precisou de paciência para se locomover pelas ruas das cidades

Protestos marcaram a manhã desta sexta-feira. Presidente da CUT afirmou que ato serviu de preparação para greve geral Foto: Divulgação

A manifestação de centrais sindicais e movimentos sociais que, aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), serviu de teste para uma possível greve geral que será realizada ainda neste ano. Essa é afirmação da presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado, Noêmia Simonassi.

“As novas medidas aprovadas acabam com a vida do trabalhador brasileiro. Está tudo muito complicado e difícil. Não fechamos o trânsito, não interditamos todas as vias porque queremos alertar. Vamos articular uma grande greve geral e contamos com a mobilização dos trabalhadores”, afirmou. 

O internauta capixaba acompanhou todos os detalhes da manifestação desta sexta-feira (29) em tempo real pelo Folha Vitória.

Em dúvida sobre a circulação de ônibus e  sobre as condições das avenidas, o capixaba precisou de paciência para se locomover pelas ruas das cidades.

Logo no início da manhã, por volta das 05h40, quem precisou sair de casa não encontrou dificuldades para pegar ônibus nos terminais e nas ruas, já que uma liminar da Justiça, expedida na última quinta-feira (28), determinou que os sindicatos fossem multados em R$ 200 mil em caso de obstrução das vias da Grande Vitória. Nas pontes da capital não houve registro de interdição. Na Terceira Ponte, o pedágio foi cobrado normalmente.

Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por volta das 7h, manifestantes se concentrava.  Por todos os cantos da cidade, homens da Polícia Militar reforçaram a segurança com o intuito de evitar a aglomeração de manifestantes e a interdição do trânsito. Assim como na Ufes, diversos manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa. Segundo a PM, 150 pessoas participaram da mobilização.

Por causa do ato, o trânsito ficou lento nas proximidades da Praça dos Namorados, na Enseada do Suá. Os manifestantes interditavam e liberavam as passagens a cada 5 minutos. Outras vias da região como a Desembargador Santos Neves, na Praia do Canto, também ficaram congestionadas. Cansados e preocupados com o horário, alguns passageiros de ônibus deixaram os coletivos e seguiram o caminho à pé. Os ocupantes da Assembleia entoavam gritos de ordem: “resistir, resistir, até a PL cair. Resistir, resistir, até o Cunha sair". 

Na Serra, os servidores da Prefeitura do município ocuparam um trecho da BR 101 e interditaram um trecho da via. Os servidores caminharam na Reta do Aeroporto em direção à Ufes, em Goiabeiras, e depois seguiram até a Federação das Indústrias do Estado (Findes). Enquanto os manifestantes passavam, o trânsito ficou bloqueado.

Após quase 4 horas de manifestação, por volta das 11h30, os professores e servidores encerraram as manifestações desta sexta-feira. 

Portuários cruzaram os braços pela manhã Foto: Divulgação

Portuários
Os portuários da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), aderiram ao ato e suspenderam as atividades até as 10h00. 

Manifestação no Interior
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), também aconteceu uma manifestação nos pedágios da Eco101 na altura do km 85, em São Mateus e no km 171, em Aracruz. O trânsito ficou lento nos locais.