Com chegada da lama, Prefeitura de Colatina pede que moradores deixem áreas próximas ao Rio Doce

Geral

Com chegada da lama, Prefeitura de Colatina pede que moradores deixem áreas próximas ao Rio Doce

Onda deve chegar na terça-feira ao município, onde fornecimento de água será interrompido e aulas suspensas. Ações de informação e aviso à população começaram neste domingo

Agentes da Defesa Civil conversam com moradores das margens do Rio Doce, em Colatina Foto: Divulgação/Prefeitura

Com a iminente chegada da "onda de lama" aos municípios banhados pelo Rio Doce, provocada pelo rompimento de duas barragens em Mariana, em Minas Gerais, a Prefeitura de Colatina, uma das cidades afetadas, está pedindo para que moradores de localidades ribeirinhas e pescadores que costumam acampar ao longo do rio evitem permanecer próximo ao local.

A previsão da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil é de que a lama chegue ao município na próxima terça-feira (10). Também serão atingidos, no Espírito Santo, os municípios de Baixo Guandu e Linhares.

Segundo a Prefeitura de Colatina, o sistema de comando operacional montado pela Defesa Civil e pela própria administração municipal iniciou, na manhã deste domingo (08), as ações de informação e aviso à população. De acordo com a prefeitura, o trabalho está sendo feito por meio de aeronave e carros da Defesa Civil, nas ações por terra. 

Outra etapa que já está sendo executada, segundo a Prefeitura de Colatina, é a garantia do abastecimento de água para os órgãos públicos com serviços essenciais para à população, como hospitais e outros. A prefeitura salienta que, assim que o abastecimento for interrompido, quando a onda de lama passar, a população deve economizar água ao máximo, até que o problema seja sanado e o abastecimento restabelecido.

A administração municipal informou ainda que está em contato direto e constante com os órgãos responsáveis pelo monitoramento da situação, como a CPMR, Agência Nacional das Águas (ANA), Corpo Bombeiros e outras operadoras, como a Copasa. De acordo com os órgãos responsáveis, até o momento não há previsão de inundação do Rio Doce.