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Série Ícones do Espírito Santo: Convento da Penha é patrimônio histórico e cultural

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Série Ícones do Espírito Santo: Convento da Penha é patrimônio histórico e cultural

Um dos momentos de maior fervor religioso, no Convento, ocorre durante a tradicional Festa da Penha. São oito dias de homenagens à santa com romarias, como a das mulheres e a dos homens

O Convento é uma testemunha fiel dos capixabas Foto: Divulgação

A série Ícones do Espírito Santo exibida no Fala Manhã desta quarta-feira (9) mostrou um pouco da tradição, crença e beleza do Convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha. Do Convento, a Grande Vitória se mostra ainda mais bonita. 

O Convento é uma testemunha fiel dos capixabas e que há 454 anos abençoa essa terra. “É uma sensação muito boa, a gente se sente leve. É uma coisa maravilhosa. Dá para ver praticamente a Grande Vitória”, disse o aposentado Afrânio Moreira.

Mas, em um dos santuários religiosos mais antigos do Brasil, o interesse de quem visita vai muito além do que é possível se vê, por aqui. “A fé e a devoção. Nossa Senhora é tudo para mim depois de Deus”, contou Afrânio. 

A história do Convento da Penha começa com a chegada à Capitania do Espírito Santo do Frei Pedro Palácios, um franciscano espanhol que morava em Portugal. Antes de construir o Convento, o frei construiu, em 1561, uma capelinha, dedicada a São Francisco.

A construção do Convento é cercada de lendas. Uma delas narra que o frei Pedro Palácios teria trazido na bagagem um quadro de Nossa Senhora das Alegrias. Por três vezes, o quadro teria aparecido no alto da pedra. “Pedro Palácios morava na capelinha de São Francisco, dali, o quadro desapareceu e foi parar no meio de dois coqueiros. E Pedro Palácios percebeu que Nossa Senhora queria que fizesse alguma coisa do santuário”, disse o frei Pedro Engel. 

Conta a história que naquela época, Nossa Senhora das Alegrias já era associada à altura na Espanha e na França. A construção no alto do morro teria inspirado o nome do Convento.

Em 1650, tempos depois da morte do frei Pedro Palácios, os frades começaram a morar e a ampliar o Convento da Penha. De modesta, a construção foi sendo reformulada até 1750, quando passou a ser praticamente como é atualmente.

O santuário virou rota de peregrinação de fiéis de todo o mundo e é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Nas paredes, a lição de fé dos devotos a nossa Senhora da Penha. Nos cômodos, turistas e fiéis se misturam em um ambiente de fé e oração. Entre os espaços abertos ao público, a capelinha de São Francisco, o Campinho, a sala dos ex-votos ou sala dos milagres, a capela-mor, a secretaria e a capela da reconciliação. As constantes missas realizadas no Convento mantêm a tradição iniciada há mais de 400 anos. A estimativa é de que, a cada ano, 3 milhões de pessoas chegam ao topo da pedra para manifestar a devoção, pedir e agradecer pelo que tenham recebido. 

A estimativa é de que, a cada ano, 3 milhões de pessoas chegam ao topo da pedra para manifestar a devoção Foto: TV Vitória

Solange Spiess não conhecia o Convento. Ela mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e disse que volta para casa encantada com o Convento da Penha. “É um lugar abençoado e mágico por tudo, tanto pela vista, como pela santa. Quero contar tudo o que vi aqui porque é maravilhoso“. 

Um dos momentos de maior fervor religioso, no Convento, ocorre durante a tradicional Festa da Penha. São oito dias de homenagens à santa com romarias, como a das mulheres e a dos homens. Procissões que arrastam verdadeiras multidões pelas ruas da Grande Vitória. O encerramento da terceira maior festa religiosa do país é marcado por uma celebração, no Campinho do Convento da Penha.

O frei contou sobre o tamanho da espiritualidade que paira sobre o Convento. “Muita gente chega aqui e diz que esse lugar é cheio de mistérios, mas não tem explicação, nem palavras para descrever. Isso é o que as pessoas devem levar daqui”, concluiu o  frei Pedro. 

Reportagem/ Marcelo Rosa/ TV VItória